
Dando continuidade ao projeto "Elas por Elas", o Governo do Amapá avança na qualificação de mulheres lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e intersexos (LBTIs) para o mercado de trabalho. Após aprenderem a confeccionar produtos sustentáveis em aulas práticas de costura e artesanato, as alunas iniciaram a oficina de "Precificação Descomplicada".
A meta é entregar o conhecimento necessário para que elas saibam administrar o próprio negócio e conquistem a autonomia econômica. A ação é promovida pelo Centro AMA LBTI, ligado à Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SEPM), em parceria com a ONG Gata (Grupo das Homossexuais Thildes do Amapá) e o programa Sebrae Delas.
A gerente de Autonomia Econômica da SEPM, Joane Costa, destaca que essa fase de gestão prepara a turma para a etapa final do projeto.
"Já estamos praticamente finalizando a fase das oficinas. Tivemos o momento de aula prática de costura upcycling e agora estamos com as oficinas falando sobre preço e formação de empreendimentos. A nossa última etapa será a realização de uma feira comunitária com tudo o que elas produziram, para compreendermos na prática esse processo de venda", explicou.
Conduzida por profissionais do Sebrae, a nova fase de gestão garante que as participantes saibam administrar o retorno financeiro de suas produções. Durante a oficina, a turma aprende na prática como calcular o valor justo de suas peças e recebe orientações fundamentais sobre como formalizar um empreendimento e se inserir no mercado.
Para a jovem Ayla Caroline Duarte, de 19 anos, as capacitações representam um marco na luta por qualificação e espaço.
"São oportunidades únicas. Nós, mulheres trans e cis, lutamos muito para ter uma formação qualificada. Ter essas oficinas apoiadas pelo Sebrae e pela ONG Gata é muito importante para a nossa relevância e militância. Estou adorando fazer parte e sairei daqui sabendo um pouco de cada coisa", destacou a aluna.
Produção Sustentável e Feira Comunitária
Antes de chegarem à etapa de precificação e vendas, as alunas que integram o projeto passaram por uma imersão criativa. Em parceria com a Masart, elas aprenderam técnicas de upcycling, customizando roupas, reinventando tecidos que tinham em casa e confeccionando ecobags, além de produzirem bolsas e itens em crochê e macramê.
Para fechar o ciclo de aprendizagem na prática e testar os conhecimentos adquiridos, a coordenação do projeto prepara a feira comunitária, prevista para ser realizada na segunda quinzena de outubro.
No evento, as novas empreendedoras poderão expor e vender tudo o que produziram ao longo das oficinas, vivenciando o processo completo de comercialização, desde a confecção até o atendimento ao cliente. Ao final do projeto, todas as participantes receberão certificação profissional.
Jamylle Nogueira - Secom
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