sexta-feira, 16 de outubro de 2026

SETEMBRO VERDE

Governo do Amapá estrutura rede de saúde e reforça importância da conversa em família para doação de órgãos

Secretaria de Saúde atua na padronização de fluxos hospitalares, qualificação de equipes e identificação de potenciais doadores.

Sávio Almeida
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Central Estadual de Transplantes alinha fluxos e prepara as equipes para a identificação de potenciais doadores nas UTIs
Central Estadual de Transplantes alinha fluxos e prepara as equipes para a identificação de potenciais doadores nas UTIs · Foto: Gabriel Maciel

O Governo do Amapá iniciou mais uma etapa de organização da rede estadual para estruturar o serviço de transplantes no Amapá. Nesta quarta-feira (9), a Central Estadual de Transplantes (CET/AP) reuniu profissionais do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCal) e do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) para alinhar fluxos e preparar as equipes para a identificação de potenciais doadores.

O trabalho envolve a padronização de rotinas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), qualificação dos profissionais e alinhamento dos protocolos médicos. A preparação é necessária para que os hospitais estejam aptos a atuar nas etapas do processo de doação e, posteriormente, integrar as informações ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do Ministério da Saúde.

Crédito: CET/Sesa
Reunião técnica com a direção do Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) para estruturação da rede

Enquanto essa estrutura é preparada, pacientes do Amapá que precisam de transplantes são encaminhados para centros de referência em outros estados. O deslocamento conta com suporte do programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), e o acompanhamento após os procedimentos é realizado pela rede pública estadual.

Crédito: Sávio Almeida/Sesa
Gracilene Lobato, nefrologista e coordenadora da Central Estadual de Transplantes (CET/AP)

A mobilização ocorre durante o Setembro Verde e também busca ampliar a discussão sobre a doação de órgãos. No Brasil, a autorização da família é necessária para a doação após a morte, por isso a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) orienta que as pessoas manifestem em vida sua vontade aos familiares. “Não adianta a gente falar em transplante se a gente não tiver esse começo de conscientização e estruturação”, afirma a coordenadora da CET/AP, médica nefrologista Gracilene Lobato.

Segundo a coordenadora, conversar sobre o tema ajuda a reduzir dúvidas em um momento de perda. “Quando a gente discute, a gente traz na verdade a vida quando tem coragem de discutir nas nossas casas sobre esse assunto”, disse. A Sesa mantém o trabalho de preparação das unidades e das equipes como parte das ações para ampliar a capacidade da rede estadual na área de transplantes.

Sávio Almeida - (96) 98115 0853
Foto: Sávio Almeida e CET/Sesa
Assessoria de Comunicação - Sesa/AP

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