sexta-feira, 16 de outubro de 2026

SETEMBRO AMARELO

Governo do Amapá fortalece cuidado em saúde mental e amplia caminhos para quem precisa de ajuda

Setembro Amarelo reforça a valorização da vida, enquanto a rede pública mantém atendimento contínuo em UBSs, Caps e serviços de urgência.

Júnior Nery
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Setembro amarelo é mês de fortalecer a saúde mental e garantir ações de enfrentamento ao suicídio
Setembro amarelo é mês de fortalecer a saúde mental e garantir ações de enfrentamento ao suicídio · Foto: Rodrigo Abreu

Cuidar da saúde mental é uma ação permanente. Durante o Setembro Amarelo, o Governo do Amapá reforça a importância da prevenção e lembra que a população pode buscar acolhimento durante todo o ano na Rede de Atenção Psicossocial (Raps), formada por Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e serviços de urgência e emergência. E tudo começa pela atenção primária.

“As UBSs são uma das principais portas de entrada para quem está passando por sofrimento emocional ou psicológico. A pessoa pode procurar a unidade de referência do seu bairro, relatar o que está sentindo e receber acolhimento e avaliação”, explica a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Marlúcia Milhomem.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Marlúcia Milhomem, coordenadora de Saúde Mental da Sesa

Para casos de sofrimento psíquico mais intenso, os Centros de Atenção Psicossociais (Caps) oferecem acompanhamento multiprofissional. Entre os serviços estaduais estão o Caps Gentileza e o Caps AD – Espaço Acolher, ambos com funcionamento 24 horas.

O primeiro atende adultos em sofrimento psíquico intenso; o segundo é especializado em pessoas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. O Caps Gentileza possui mais de 6 mil prontuários ativos, enquanto o AD tem cerca de 800 prontuários e aproximadamente 250 usuários em acompanhamento.

Crédito: Maksuel Martins/Sesa
Caps AD - Espaço Acolher, no bairro do Laguinho, em Macapá

Serviços de urgência

Além dessas instituições, a rede estadual conta com serviço de urgência, atendidos pelo Hospital de Emergência (HE), que é porta de entrada. Casos considerados gravíssimos, podem ser encaminhados para a ala de psiquiatria do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal). Recentemente, o estado passou a oferecer ainda residências terapêuticas, com assistência 24h aos pacientes.

“As Residências Terapêuticas são destinadas a pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, que passaram por longos períodos de institucionalização, tiveram vínculos familiares fragilizados e não possuem condições de retornar à moradia familiar. A proposta é oferecer moradia protegida, cuidado, autonomia e reinserção na comunidade; não é um espaço de internação hospitalar”, explica Marlúcia.

Crédito: Maksuel Martins/GEA
Caps Gentileza, no Laguinho, em Macapá. Atendimento porta aberta

Rede descentralizada

A rede também conta com Caps em Santana, Mazagão, Porto Grande, Laranjal do Jari e Oiapoque, além dos serviços municipalizados em Macapá, conforme o perfil de cada território, incluindo atendimento a crianças e adolescentes.

A orientação, de acordo com Marlúcia Milhomem, é procurar ajuda quando o sofrimento interfere na rotina e na qualidade de vida, diante de tristeza persistente, ansiedade intensa, isolamento, alterações no comportamento ou sono, crises frequentes e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

Em casos de tentativa ou risco iminente de suicídio, autoagressão grave, perda de contato com a realidade, agitação intensa ou risco para a própria pessoa ou terceiros, o atendimento deve ser imediato”, explica a coordenadora.

Nestas situações, a orientação é procurar uma unidade de urgência e emergência ou acionar o Samu pelo 192. “Procurar ajuda é o primeiro passo para o cuidado. O importante é não permanecer sozinho diante do sofrimento e buscar o serviço que possa acolher e orientar”, reforça Marlúcia.

Crédito: Rodrigo Abriu/Sesa
No Caps Gentileza, usuários são protagonistas de seus próprios tratamentos terapêuticos

Onde buscar atendimento

  • Macapá

CAPS Gentileza: Av. Marcílio Dias, 1.395, Julião Ramos. Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Telefone: (96) 99131-8007.
CAPS AD – Espaço Acolher: Rua José Antônio Siqueira, 875, Laguinho. Atendimento 24 horas, todos os dias, inclusive feriados, para livre demanda e situações de crise.
CAPS Infantojuvenil (Capsi): Rua Redenção, 432, Jardim Marco Zero. Atendimento de crianças e adolescentes em sofrimento psíquico grave ou persistente. Telefone: (96) 99148-3476.
UBS: também é porta de entrada para o cuidado em saúde mental. A orientação é procurar a unidade mais próxima da residência.

  • Interior

Santana: CAPS AD – Av. Lucena de Azevedo, 499, Vila Daniel. Atendimento de segunda a sexta, das 7h às 18h, sem necessidade de encaminhamento. CAPS Infantojuvenil – Rua Presidente Arthur Costa e Silva, 1.434, Remédios.
Mazagão: CAPS – Av. Pedro Ayres de Aleluia, 430, Liberdade.
Porto Grande: CAPS – Av. Soldado Valdinei Pereira dos Santos, s/n, Nova Esperança, próximo à Ciretran.
Oiapoque: CAPS – Rua Djalma Limeira, 551, Nova União. Atendimento de segunda a sexta, manhã e tarde.
Laranjal do Jari: CAPS – Av. Tancredo Neves, s/n, Agreste. Atendimento de segunda a sexta, em horário comercial, com porta aberta e acolhimento por 
demanda espontânea.

  • Urgência e emergência

Em situações de crise, como surto psicótico, agitação intensa, crise de abstinência, risco de suicídio ou autoagressão, a população deve procurar o Hospital de Emergência (HE) ou acionar o Samu pelo 192. Após avaliação e estabilização, casos que necessitem de internação podem ser encaminhados aos leitos de Saúde Mental do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal).

Júnior Nery - Assessor de Comunicação/Sesa - (96) 98127-1559

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