sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PROTEÇÃO À MULHER

Governo do Estado inicia congresso de segurança para qualificar o atendimento a mulheres vítimas de violência

Evento inédito capacita profissionais da rede de proteção para combater a revitimização institucional e garantir acolhimento.

Jamylle Nogueira
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A programação integra a Operação Integrada Mulher Segura 2026 e a campanha Agosto Lilás, fortalecendo as políticas do Programa Viva Mulher Amapá. Com o tema ″Mente Cuidada, Atendimento Humanizado″
A programação integra a Operação Integrada Mulher Segura 2026 e a campanha Agosto Lilás, fortalecendo as políticas do Programa Viva Mulher Amapá. Com o tema ″Mente Cuidada, Atendimento Humanizado″ · Foto: Sal Lima

O Governo do Amapá iniciou nesta quarta-feira, 26, no auditório da Justiça Federal, em Macapá, o 1º Congresso Técnico de Segurança Pública e Rede de Atendimento à Mulher. Coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o evento capacita profissionais para garantir um acolhimento humanizado e combater a revitimização institucional, pela pelo Programa de Enfrentamento à Violência Contra Meninas e Mulheres (PEVM).

Crédito: Sal Lima/Gea

A programação integra a Operação Integrada Mulher Segura 2026 e a campanha Agosto Lilás, fortalecendo as políticas do Programa Viva Mulher Amapá. Com o tema "Mente Cuidada, Atendimento Humanizado", o congresso utiliza os estudos da neurociência para qualificar o primeiro contato policial e institucional com mulheres e meninas que sofreram agressões.

Raizes culturais e traumas transgeracionais 

Crédito: Sal Lima/Gea
palestrante convidada, advogada e especialista em neurociência, Dra. Priscila Dourado

A palestrante convidada, advogada e especialista em neurociência, Priscila Dourado, destacou a importância de compreender as raízes culturais e os traumas transgeracionais que explicam a permanência de muitas vítimas em relações abusivas.

“O Estado precisa ter competência técnica e habilidades socioemocionais para o atendimento. A proposta é tratar do cuidado humanizado para as mulheres, que já carregam uma sobrecarga de sofrimento e precisam de acolhimento, e também cuidar dos profissionais que atuam nessa linha de frente", explicou a especialista.

Crédito: Sal Lima/Gea

A coordenação técnica do evento é conduzida pela coordenadora da área de enfrentamento à violência contra a mulher da Sejusp, capitã da Polícia Militar do Amapá, Cristina Balieiro. A oficial ressaltou que o conhecimento científico quebra paradigmas e evita julgamentos no momento do registro das ocorrências.

“A neurociência nos explica que certas reações das vítimas são reflexos de mecanismos de trauma. Quando uma mulher encontra coragem para denunciar, ela deve ser acolhida com objetividade e respeito, nunca julgada. O papel do agente é transmitir a confiança necessária para que a vítima relate os fatos com segurança", pontuou a capitã.

Programação

Nesta quinta-feira, 27, a programação do congresso segue no auditório da Justiça Federal com palestras magnas e painéis temáticos divididos. O turno da manhã  será voltado exclusivamente para as profissionais femininas, enquanto o turno da tarde,  será dedicado ao público masculino. O encerramento das atividades ocorre na sexta-feira, 28, com uma Oficina de Escrita Terapêutica voltada para um grupo de servidoras pré-inscritas, focando na saúde mental e na prevenção da fadiga emocional da equipe de proteção.

Crédito: Sal Lima/Gea
coordenação técnica do evento é conduzida pela coordenadora da área de enfrentamento à violência contra a mulher da Sejusp, capitã da Polícia Militar do Amapá, Cristina Balieiro

Jamylle Nogueira - Assessora de Comunicação/Secom - (96) 98107-8557 

Fotos: Sal Lima 

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