sexta-feira, 16 de outubro de 2026

MELIPONICULTURA

Abelhas sem ferrão viram atração na Expofeira 2026 e revelam tesouro da biodiversidade do Amapá

Mostra de meliponicultura do Iepa permite que visitantes conheçam de perto espécies nativas, entendam a produção de mel e descubram o papel desses insetos na floresta e na agricultura.

José Maria da Silva
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Apiários expostos na área da Expofeira para mostrar aos visitantes
Apiários expostos na área da Expofeira para mostrar aos visitantes · Foto: Aog Rocha

Quem passa pelo Parque de Exposições da Fazendinha durante a Expofeira 2026 pode encontrar uma atração diferente entre os espaços do evento. São colmeias com abelhas nativas que não possuem ferrão. A mostra de meliponicultura montada pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) aproxima o público da pesquisa científica e de uma atividade desenvolvida por produtores amapaenses.

A exposição permanece aberta aos visitantes até 16 de agosto e apresenta, de forma prática, como funciona a criação das chamadas abelhas sem ferrão e a produção de mel. A proposta é transformar o conhecimento produzido pelos pesquisadores em uma experiência acessível para quem tem curiosidade sobre esses pequenos insetos.

Crédito: Aog Rocha/GEA
Pesquisadores mostram as colmeias e produção de mel por abelhas sem ferrão

Abelhas que ajudam a manter a floresta

Mais do que produzir mel, os meliponinos têm uma função importante nos ecossistemas amazônicos. Durante a visita, pesquisadores explicam como as abelhas participam da polinização de plantas nativas e também de culturas agrícolas.

Para o pesquisador em entomologia, Alexandre Jordão, conhecer essas espécies ajuda a entender a relação entre biodiversidade, produção e conservação.

“A meliponicultura vai muito além da produção de um mel saboroso e medicinal produzido no Amapá”, afirma o pesquisador. Segundo ele, os insetos têm papel importante na polinização das matas e plantações da região.

Crédito: Aog Rocha/GEA
Pesquisador Alexandre Jordão

Público pode observar as colmeias de perto

A ideia da mostra é justamente aproximar a ciência do cotidiano. Em vez de apenas ouvir sobre as abelhas, o visitante pode observar as colmeias e conhecer detalhes da criação e da retirada do mel.

A estudante de Ciências Biológicas, Paloma de Freitas, participa da atividade e explica que as abelhas apresentadas no espaço não oferecem o mesmo risco associado às espécies que possuem ferrão.

O manejo, porém, exige conhecimento para evitar danos às colônias. “O manuseio feito com as colmeias é simples, porém, precisa de um pouco de técnicas para não prejudicar os animais, principalmente no momento do cultivo do mel”, explica.

Crédito: Aog Rocha/GEA
Estudante de Ciências Biológicas, Paloma de Freitas

Mel produzido no Amapá também está à venda

Além da experiência científica, o espaço permite ao público conhecer e adquirir o mel produzido a partir da criação de abelhas sem ferrão.

Os potes são comercializados a preços acessíveis, aproximando os visitantes de um produto associado à biodiversidade e à produção local.

Para Paloma, a mostra também é uma oportunidade de valorizar o trabalho dos produtores e mostrar que a meliponicultura pode unir pesquisa, conservação ambiental e geração de renda.

A atividade integra a programação do Iepa na Expofeira 2026 e segue disponível ao público no Parque de Exposições da Fazendinha até domingo, 16 de agosto.

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Macapá
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