
A produção de ovos agroecológicos desponta como uma alternativa de geração de renda para agricultores familiares durante a Expofeira 2026. Com foco na sustentabilidade, a Associação Bio Verde, pioneira no segmento em Macapá, apresenta aos visitantes o resultado da criação de aves com manejo agroecológico, fortalecendo a produção e o mercado local.
O produto atrai os consumidores pela qualidade e pelo preço promocional. No estande da feira, cada ovo é comercializado a R$ 1, enquanto a bandeja com uma dúzia custa R$ 12. A alta procura mantém o ritmo intenso de vendas, com prateleiras esvaziadas e necessidade de reposição constante dos produtos.
A diretora financeira da entidade, Leliane França Viana, explica que as galinhas são criadas soltas e alimentadas com capim, seguindo um manejo natural. Segundo ela, a certificação como produção orgânica depende da conclusão da transição para uma ração 100% orgânica, mas o manejo adotado nas propriedades já segue princípios agroecológicos.
“Toda a nossa produção é orgânica, nada de aditivos químicos. Tudo é natural”, detalha a diretora.
A Associação Bio Verde atua como Organização de Controle Social (OCS) e é a primeira organização de produtores orgânicos da capital amapaense e a segunda do estado, ficando atrás apenas da Inajá. Leliane ressalta que o modelo de negócios já está consolidado, com entregas frequentes para clientes fixos e produtos disponíveis nas prateleiras de supermercados da cidade.
Além da produção de ovos, a associação aproveita a vitrine da Expofeira para comercializar verduras e temperos, como manjericão, alecrim, pimenta e açafrão. O grupo também oferece aos visitantes biofertilizante líquido, produzido a partir da decomposição de matéria orgânica gerada nos quintais e cozinhas dos próprios agricultores.
O produto é utilizado na adubação e pode ser empregado no manejo agrícola, reforçando a proposta de sustentabilidade adotada pelos pequenos produtores.
Talismã Comunicação
Fotos: Cleiton Souza
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