sexta-feira, 16 de outubro de 2026

CAFEICULTURA NA EXPOFEIRA

Cafeicultura ganha força na Expofeira 2026 com capacitação e lançamento da Rota do Café

Iniciativa reúne produtores do estado e de outras regiões para ampliar conhecimentos sobre a cultura do café robusta, variedade adaptada às condições tropicais.

Roberta Corrêa
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Capacitação reúne produtores do estado e de outras regiões para ampliar conhecimentos sobre o cultivo do café robusta, variedade adaptada às condições tropicais
Capacitação reúne produtores do estado e de outras regiões para ampliar conhecimentos sobre o cultivo do café robusta, variedade adaptada às condições tropicais · Foto: Ladson Santos

A cafeicultura do Amapá entra em uma nova fase de organização e desenvolvimento com a realização de um curso teórico e prático sobre a atividade e o lançamento da "Rota do Café", durante a Expofeira 2026, nos dias 11, 12 e 13.

Promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Embrapa Amapá e Cooperativa de Cafeicultores do Amapá, a iniciativa reúne produtores de várias regiões para compartilhar conhecimentos sobre o café robusta, variedade reconhecida pela adaptação a condições de clima quente e úmido e com potencial para o cultivo na Amazônia.

Crédito: Ladson Santos/GEA

Ao longo dos três dias, a programação combina conteúdos teóricos e atividades práticas, com orientações que vão desde a formação de viveiros e produção de mudas até a implantação das lavouras.

Redução de riscos

A proposta é oferecer aos participantes conhecimentos e ferramentas que contribuam para a tomada de decisões, reduzam riscos e fortaleçam uma produção com mais qualidade e sustentabilidade.

Segundo Beatriz Silva, da SDR, a iniciativa amplia o acesso dos produtores a conhecimentos e novas estratégias para o fortalecimento da atividade no estado.

“Estamos trazendo uma experiência importante para a cafeicultura, com conhecimentos teóricos e práticos sobre o café robusta. Também apresentamos novidades, como a Rota do Café, levando aos produtores ferramentas que possam reduzir os riscos e contribuir para uma produção mais segura e de qualidade”, explicou.

Crédito: Ladson Santos/GEA
Beatriz Silva, secretária de Desenvolvimento Rural

Para a chefe-geral da Embrapa Amapá, Cristiane Ramos de Jesus, a capacitação representa a oportunidade de levar aos produtores conhecimentos acumulados a partir das pesquisas desenvolvidas pela instituição e avançar na construção de uma produção de café no estado.

“Estamos trazendo o conhecimento de anos de pesquisa da Embrapa sobre o café robusta, que apresenta características de adaptação às condições climáticas da Amazônia. É uma cultura com potencial para o Amapá e que pode nos ajudar a avançar na construção de uma cafeicultura capaz de produzir café em nosso estado, estamos começando essa inovação, já deu certo em outros estados do norte, como Rondônia”, destacou.

Crédito: Ladson Santos/GEA

Produção pautada na ciência

 O Amapá desenvolve pesquisas relacionadas à cafeicultura desde 2022. A partir desse trabalho, a estratégia é construir uma produção baseada em ciência e tecnologia, aproveitando as características do território e experiências de outras regiões produtoras. O café robusta é uma das variedades estudadas por apresentar características favoráveis ao cultivo em regiões de clima tropical.

Durante a programação, a palestra ministrada por Renata Silva, analista e chefe-adjunta de Inovação e Negócios da Embrapa Café, também abordou as possibilidades de desenvolvimento da atividade no estado. Para ela, o avanço da cafeicultura depende da integração entre produtores, pesquisa, tecnologia e instituições.

Crédito: Ladson Santos/GEA
Renata Silva, analista e adjunta de Inovação e Negócios da Embrapa Café

“Estamos aqui, para trazer essas informações atualizadas sobre a cafeicultura, que é voltada para a produção com qualidade e sustentabilidade, uma cafeicultura que pode ser um fator de transformação social, um vetor voltado para o desenvolvimento do território. O que a gente vê aqui no Amapá são potenciais para a cafeicultura e aqui tem condições de desenvolver cafeicultura e tem potencial para isso”, destacou.

Fundada em 2025, a Cooperativa de Cafeicultores do Amapá conta atualmente com 51 cooperados e participa pela primeira vez de uma atividade desse porte. Para o presidente da entidade, Orlando Vasconcelos, o momento representa o início de uma mudança na forma de produzir café no estado.

“Estamos começando a plantar e a entender todo o processo, desde a plantação. É um aprendizado que envolve conhecer a planta, entender o cultivo e buscar formas de produzir com mais qualidade. Assim, vamos deixar de ser extrativistas para avançar para uma produção estruturada, com conhecimento e planejamento”, destacou.

Crédito: Ladson Santos/GEA
Orlando Vasconcelos, presidente Cooperativa de Cafeicultores do Amapá

A programação também contou com as palestras de Samuel Menezes, coordenador nacional de sistemas produtivos e inovadores, Leandro Guimarães, consultor da Rota Café, Sibá Machado, SUDAM, Claudio Moizes, CooperRio – Rio Preto da Eva Amazonas, Orlando Pereira, presidente da cooperativa dos cafeicultores e Josimar Aleixo, da Embrapa Rondônia. A expectativa é que o fortalecimento da cafeicultura contribua para a geração de renda, inclusão socioeconômica e desenvolvimento sustentável, transformando o potencial identificado no estado em uma cadeia produtiva estruturada e capaz de agregar valor ao território amazônico.

Crédito: Ladson Santos/GEA

Roberta Corrêa Gomes - Assessora de Comunicação/Secom-Sesa - (96) 99130-0680

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