sexta-feira, 16 de outubro de 2026

ESQUENTA DO ORGULHO

Parada Preta ocupa a orla de Macapá com cultura ancestral e o Prêmio Chica Manicongo

Encontro em frente à Casa do Artesão homenageia lideranças sociais e a memória da primeira travesti do Brasil.

Gian Pantoja
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A entrega do Prêmio Chica Manicongo vai ser o ponto alto da Parada Preta 2026
A entrega do Prêmio Chica Manicongo vai ser o ponto alto da Parada Preta 2026 · Foto: Secom

Reafirmando a força e a resistência da população negra e LGBTQIA+ no Amapá, acontece nesta quinta-feira, 23, a Parada Preta. O evento será realizado em frente à Casa do Artesão, reunindo manifestações culturais, religiões de matriz africana, artistas locais e homenagens a grandes lideranças dos direitos humanos no estado.

A Parada Preta surge como um espaço de celebração e reivindicação política, colocando em pauta a interseccionalidade entre raça, gênero e sexualidade. A programação foi pensada para exaltar a identidade afrodescendente amapaense e o combate ao racismo e à LGBTfobia.

 Cultura, ancestalidade e resistência

A abertura e o ritmo da noite serão marcados pela tradição do Marabaixo, patrimônio cultural imaterial do Brasil, que levará o batuque ancestral ao público. O evento também contará com a presença marcante dos grupos de povos de terreiro, reafirmando o respeito, a liberdade religiosa e a benção das matrizes africanas.

O palco da Casa do Artesão receberá diversos artistas negros do Amapá que utilizam a arte como ferramenta de engajamento social, fortalecendo a pauta da negritude por meio da música, da dança e da poesia.

Crédito: Secom/GEA
O evento antecede a 26ª Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de Macapá

Prêmio Chica Manicongo

O ápice da programação será a entrega do Prêmio Chica Manicongo, honraria destinada a reconhecer e valorizar pessoas e iniciativas que se destacam na defesa dos direitos da comunidade trans e negra.

O prêmio homenageia a memória de Chica Manicongo, mulher escravizada vinda do Congo no século XVI e registrada historicamente como a primeira travesti documentada do Brasil. O ato simboliza um resgate ancestral e o fortalecimento do orgulho e da visibilidade trans na Região Norte.

Gian Pantoja - Assessor de Comunicação/Secom - (96) 99199-6292

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