sexta-feira, 16 de outubro de 2026

CAPS VERÃO

Projeto ‘Caps Verão’ promove manhã de integração e terapia ao ar livre no Bioparque da Amazônia

Iniciativa da Sesa promove atividades físicas e sensoriais fora do ambiente institucional para combater o isolamento social e fortalecer a autonomia dos pacientes.

Sávio Almeida
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Visitante do Caps Gentileza observamm atenciosamente as aves no viveiro do Bioparque
Visitante do Caps Gentileza observamm atenciosamente as aves no viveiro do Bioparque · Foto: Gabriel Maciel

Romper as barreiras do tratamento convencional e utilizar a natureza como ferramenta de reabilitação. Com esse propósito, os usuários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Gentileza participaram, nesta quinta-feira, 16, de uma programação especial no Bioparque da Amazônia. A iniciativa faz parte do projeto "Caps Verão", coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (Sesa).

A ação teve início logo cedo, com a concentração dos participantes na sede do Caps Gentileza, de onde o grupo partiu para o parque ecológico. No local, o cenário verde do Bioparque passou a ser o palco de atividades integrativas, estímulos sensoriais e práticas de socialização, finalizando com um lanche coletivo ao ar livre.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Chegada do grupo à entrada do Bioparque da Amazônia

Para a Sesa, as atividades "extramuros" são fundamentais para o processo terapêutico. Ao ocupar espaços públicos e naturais de Macapá, o projeto combate o isolamento social, reduz os níveis de estresse e fortalecer a autonomia e a autoestima de cada paciente.

Bem-estar físico e mental

A educação física desempenha um papel crucial nessa jornada de reabilitação, conectando o cuidado do corpo ao bem-estar mental. O educador físico do Caps Gentileza, Bruno Gabriel, explica que a mudança de ambiente é um fator determinante para o sucesso das terapias.

Segundo o profissional, a prática física em contato com a floresta urbana ativa mecanismos corporais que potencializam e aceleram a recuperação dos assistidos de forma muito mais prazerosa do que nas oficinas habituais.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Bruno Gabriel, educador físico do Caps Gentileza

"A visita ao Bioparque tem como objetivo fazer com que os usuários tenham um dia diferente do que a gente costuma ter dentro do Caps. Não tão diferente, porque a gente mantém a interação social, mas agora com a natureza, entre os próprios usuários e com os servidores. A prática de atividade física no parque vem para potencializar e maximizar a recuperação deles, proporcionando um dia mais prazeroso e ativando outros tipos de mecanismos no corpo", destacou Bruno Gabriel.

Plano terapêutico ocupacional 

Mais do que um momento de lazer, a imersão ambiental funciona como uma extensão do plano ocupacional da unidade. Para quem frequenta o Caps, a oportunidade de vivenciar a cidade e interagir com o meio ambiente representa um passo largo rumo à autonomia.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Integrantes do grupo compartilham um abraço e registram passeio

O estudante de criminologia André Moreira, de 23 anos, que realiza acompanhamento na instituição há dois anos, avalia que as ações externas oferecem uma nova perspectiva de vida. Ele ressalta que, embora o atendimento clínico interno seja fundamental, a convivência social ao ar livre é o que realmente impulsiona a evolução dos pacientes, facilitando a comunicação e estreitando os laços de amizade.

"Acho essa atividade essencial para nós porque busca melhorar o nosso ponto de vista em relação a estar só dentro de quatro paredes. O acompanhamento no Caps ajuda, mas uma atividade fora, extramuros, ajuda ainda mais, porque a gente convive com as pessoas e com a natureza. Isso apoia nossa reabilitação e melhora nossa personalidade. Gosto muito de estar com os meus colegas porque sinto que melhora minha comunicação e meus relacionamentos", afirmou o estudante.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
estudante de criminologia André Moreira, de 23 anos, usuário dos serviços do Caps Gentileza

A promoção de momentos como este consolida o afeto, a convivência comunitária e o acolhimento como os caminhos mais eficazes para a saúde mental. A Sesa segue fortalecendo a rede de apoio psicossocial no Amapá, garantindo que o cuidado vá além das consultas médicas e alcance a reinserção social plena.

Sávio Almeida – Assessor de Comunicação da Sesa - (96) 9 8115 0853

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