sexta-feira, 16 de outubro de 2026

EDUCAÇÃO CIENTÍFICA

7ª MoCiCuT: projetos científicos inovadores de estudantes amapaenses são premiados em Macapá

Com apoio do Governo do Amapá, trabalhos sobre sustentabilidade, saúde, tecnologia e inovação recebem medalhas, troféus e certificados na Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos.

Marcio Bezerra
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Foram apresentados na MoCiCut 2026, 68 projetos científicos, distribuídos em oito áreas do conhecimento
Foram apresentados na MoCiCut 2026, 68 projetos científicos, distribuídos em oito áreas do conhecimento · Foto: Evandro Vilhena

Projetos voltados à sustentabilidade, à saúde, à tecnologia e à inovação, apresentados na 7ª edição da Mostra Científica, Cultural e de Tecnologia do Amapá (MoCiCuT-AP), realizada de 17 a 19 de junho, na Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos, em Macapá, foram premiados com medalhas de bronze, prata e ouro, além de troféus e certificados.

Com apoio do Governo do Amapá, a feira científica apresentou 68 projetos inscritos, distribuídos em oito áreas do conhecimento: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Engenharias e Linguagens.

Crédito: Marcio Bezerra/Seed
Cerimônia de premiação reconhece a dedicação dos estudantes e destaca projetos científicos desenvolvidos durante a MoCiCut 2026

Segundo a idealizadora e coordenadora-geral da MoCiCuT, a professora Sara Daliane Alves, a mostra é uma iniciativa da Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos e, em 2026, alcançou dimensão municipal, reunindo participantes de diferentes instituições de ensino.

“Um dos principais objetivos da mostra é popularizar a ciência e promover a iniciação científica na educação básica. Esses jovens são os cientistas de amanhã e já começam a compreender como funciona um projeto de pesquisa, desde a elaboração até a apresentação dos resultados”, frisou a coordenadora.

A MoCiCuT integra, desde 2023, o Catálogo Nacional de Feiras e Mostras Científicas, mantido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ampliando a visibilidade dos projetos desenvolvidos no estado.

Crédito: Marcio Bezerra/Seed
Em 2026, a MoCiCut alcançou dimensão municipal, reunindo participantes de diferentes instituições de ensino

Premiação reconhece excelência dos estudantes

A cerimônia de premiação aconteceu no encerramento da mostra, na sexta-feira, 19. Acompanhados de professores e familiares, os estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Atendimento Educacional Especializado (AEE) foram chamados para receber o reconhecimento pelos projetos que desenvolveram.

Os projetos de maior destaque receberam medalhas de ouro, prata e bronze, além de troféus e certificados.

Além das premiações locais, o evento é afiliado a nove mostras científicas e, em 2026, disponibiliza dez credenciais para feiras nacionais e internacionais, ampliando as oportunidades para que os jovens pesquisadores representem o Amapá em outros estados e países.

Crédito: Marcio Bezerra/Seed
A iniciativa busca desenvolver alternativas sustentáveis para enfrentar desafios relacionados ao saneamento básico e à qualidade dos recursos hídricos da região

Soluções para desafios ambientais e sociais

Na avaliação da coordenação, o projeto “Ecopurificação”, que propõe o uso de plantas aquáticas para auxiliar na descontaminação das águas e contribuir para a preservação do Rio Amazonas, está entre os destaques da edição.

A iniciativa busca desenvolver alternativas sustentáveis para enfrentar desafios relacionados ao saneamento básico e à qualidade dos recursos hídricos da região.

Outro destaque foi um projeto voltado à saúde feminina, com a criação de um dispensador de absorventes para facilitar o acesso ao produto e promover a dignidade menstrual.

Também ganharam visibilidade pesquisas relacionadas à saúde emocional dos estudantes, especialmente sobre os impactos do excesso de tempo de tela e do uso da tecnologia na qualidade de vida dos jovens.

Atividade física como aliada da saúde mental

O estudante Igor Charles, de 16 anos, apresentou o projeto “Os benefícios da atividade física para a saúde mental”, desenvolvido com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância dos exercícios físicos para o bem-estar emocional.

A pesquisa utilizou dados científicos e informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para demonstrar como a prática regular de atividades físicas contribui para a liberação de neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar e à redução de sintomas associados à ansiedade e ao estresse.

“A atividade física funciona como um remédio natural. Quando a pessoa movimenta o corpo, combate diversos problemas que afetam a saúde mental e melhora significativamente sua qualidade de vida”, explicou o estudante.

Crédito: Foto: Evandro Vilhena/Seed
Carlos Henrique, de 18 anos, conquistou a medalha de ouro

Bioinseticida como alternativa sustentável

Participando pela quarta vez da mostra científica, o estudante Carlos Henrique Ramos Ramalho, de 18 anos, apresentou a pesquisa intitulada “Bioinseticida a partir da pimenta-de-macaco (Xylopia aromatica) como forma sustentável para o manejo de pragas regionais”.

Carlos conquistou medalha de ouro, certificado e troféu pelo projeto desenvolvido. O trabalho propõe uma solução ecológica para reduzir o uso de defensivos químicos na agricultura.

A proposta surgiu a partir da observação dos impactos causados pelos agroquímicos convencionais na produção agrícola e na saúde dos consumidores. Utilizando a pimenta-de-macaco, conhecida no Amapá como imbiriba, a equipe desenvolveu um extrato botânico com potencial inseticida, repelente, larvicida e fungicida.

“Nosso objetivo foi criar uma alternativa biodegradável, que não traga prejuízos para quem produz nem para quem consome os alimentos”, destacou Carlos Henrique.

Ciência e inovação nas escolas

O Governo do Amapá incentiva e apoia diversos projetos e programas científicos para oferecer aos estudantes da rede pública oportunidades de descobrirem seu potencial como cientistas e pesquisadores.

A realização da MoCiCuT reforça esse compromisso com a valorização da educação científica e o incentivo à pesquisa desde os primeiros anos da formação escolar.

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