sexta-feira, 16 de outubro de 2026

AMAPÁ MAIS SEGURO

Operação Mulher Segura: trabalho investigativo da Segurança Pública do Amapá resulta na libertação de vítimas em cárcere privado

Ação coordenada pela Sejusp contou com informações do Centro Integrado de Inteligência da Segurança Pública e apoio operacional do Grupamento Tático Aéreo (GTA) nesta quinta-feira, 4 de junho. Mulher de 31 anos e filhos foram recebidos na Casa da Mulher Brasileira, em Macapá.

Iago Fonseca
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Iago Fonseca
· Foto: Iago Fonseca

Uma ação tática complexa pelo Rio Amazonas, executada pelas forças de segurança do Amapá nesta quinta-feira, 4 de junho, no âmbito da Operação Mulher Segura, resultou no resgate de uma mulher de 31 anos e os dois filhos, uma criança de quatro anos e outra menina de 15 anos. Segundo relatos das vítimas, elas foram mantidas em cárcere privado e tortura sistemática em uma região ribeirinha isolada de Macapá, conhecida como Rio Fugido. 

Após apuração do Centro Integrado de Inteligência da Segurança Pública e uma incursão de reconhecimento por equipes da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) constatar que o local era de difícil acesso, os operadores coordenaram uma ação baseada na variação da maré para garantir rápida resposta e o elemento surpresa na abordagem, devido ao grau de violência do suposto agressor. 

"No Amapá a tolerância é zero para agressores de mulheres e meninas. Foi um trabalho rápido de investigação aliado à integração e inteligência. Os relatos já importam situações de tortura ao longo de 15 anos, em que a vítima e suas filhas foram agredidas de forma constante e tivemos êxito na resposta e no resgate dessa família", enfatiza o secretário da Sejusp, delegado Cézar Vieira.

Crédito: Iago Fonseca/Sejusp
Secretário Cézar Vieira orienta vítima sobre meios de acolhimento e suporte

Durante a investida, realizada com suporte de embarcação do GTA, o agressor de 34 anos atentou diretamente contra a vida dos operadores de segurança. Para cessar a injusta agressão e salvaguardar a integridade da família, os policiais responderam à ameaça, contendo e neutralizando o indivíduo no local. Logo ao amanhecer, as vítimas foram extraídas da área com apoio do Gavião 01 do GTA e transportadas até a zona urbana de Macapá. 

​Os depoimentos da mulher e da filha de 15 anos apontam que a mãe sofria torturas físicas e psicológicas, além de exibir graves lesões de cortes nos braços e pernas causados por golpes de terçado, segundo a vítima, deferidos quando o homem não concordava com o jantar que ela havia preparado ou sob uso constante de bebida alcoólica. 

Crédito: Iago Fonseca/Sejusp
Segundo a vítima, golpes eram deferidos quando o homem não concordava com o jantar que ela havia preparado ou sob uso constante de bebida alcoólica

"Eles trabalhavam aqui como apanhadores de açaí. Ela sustentava a casa e os filhos. A gente conta com o apoio da população. A comunidade via essa senhora constantemente agredida, ela não denunciava por medo. Agora está com os órgãos de apoio e será amparada", reforça o capitão Bryan Fonseca, subcoordenador do GTA.

A denúncia aconteceu após atendimentos médicos realizados à vítima após uma das agressões, obtidos na comunidade de Carapanatuba. Lá, foram apontadas marcas antigas de agressões da mesma natureza, inclusive com o uso de navalhas, além do registro de que outros três filhos da mulher já tinham sido retirados da guarda pelo Conselho Tutelar do Pará pelo mesmo padrão de violência. 

Crédito: Iago Fonseca/Sejusp
Família era mantida em cárcere privado em área de difícil acesso na zona rural de Macapá

Agora, em integração com órgãos da Rede de Atendimento à Mulher (RAM), as vítimas foram encaminhadas pela Sejusp para a Casa da Mulher Brasileira, onde recebem acolhimento, escuta e abrigo até a localização dos familiares no Estado do Pará.

 Operação Mulher Segura

O Governo do Estado realizou na segunda-feira, 1º de junho, o lançamento da 2ª edição da Operação Mulher Segura. A iniciativa nacional é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e executada no Amapá por meio de ações integradas das forças de segurança e órgãos parceiros, articulada pela Sejusp. 

O planejamento ocorre com ações permanentes até 31 de dezembro, tendo como objetivo intensificar o enfrentamento à violência contra a mulher por meio de ações preventivas, educativas e repressivas em todo o estado.

A Operação Mulher Segura reafirma o compromisso do Governo do Estado do Amapá, por meio da Sejusp e instituições parceiras, com a promoção da segurança, da dignidade e da garantia dos direitos das mulheres amapaenses, visando resultados significativos como na primeira edição.

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