sexta-feira, 16 de outubro de 2026

IGARAPÉ DO LAGO DO MARACÁ

Homenagem que eterniza uma história: família de Dona Divina agradece reconhecimento à memória da matriarca no Parque Residência

Irmãos, filhos, netos e bisnetos compareceram à cerimônia de inauguração da estátua e se emocionaram com o tributo.

Flávio Sousa
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Todos os membros da família foram cantar e dançar a imagem da matriarca
Todos os membros da família foram cantar e dançar a imagem da matriarca · Foto: Flávio Sousa

Com a inauguração do Parque Residência — um espaço de cultura, identidade e memória —, o Governo do Amapá homenageou um símbolo muito importante para o estado: Dona Divina. Castanheira e líder comunitária, ela atuou firmemente na defesa dos direitos das comunidades tradicionais amapaenses.

Dona Divina foi fundadora da Associação Quilombola das Comunidades do Igarapé do Lago do Maracá e transmitiu, de geração em geração, a prática ancestral do extrativismo, preservando modos de vida, saberes e a relação de respeito com a floresta.

Crédito: Flávio Sousa/Setec
Nascida em 1932, no vale do Rio Maracá, Dona Divina atuou na defesa dos direitos das comunidades tradicionais

Durante o evento, os familiares celebraram a imagem da matriarca cantando e dançando ao som da roda de samba, manifestação cultural tradicional no Amapá. Idevane Jesus da Trindade, de 56 anos, filho de Dona Divina, contou que a homenagem foi uma surpresa impactante e emocionante para todos.

“Em nome da nossa família, agradecemos por manter viva a memória de nossa mãe. Foi uma grandiosa homenagem essa que o Governo do Amapá fez, muito obrigado”, declarou, emocionado.

Crédito: Flávio Sousa/Setec
Idevane Jesus da Trindade, filho de 56 anos de Dona Divina

A historiadora e professora da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Elke Rocha, destacou a essencialidade de valorizar as comunidades, os saberes tradicionais e a economia criativa baseada na castanha.

“É o que a gente queria: ver essa casa do poder de portas abertas para receber as comunidades emblemáticas como esta, que é a de Conceição do Maracá, uma das últimas a serem reconhecidas como comunidade quilombola. Ver a felicidade deles é lindo e emocionante”, afirmou a professora.

Crédito: Flávio Sousa/Setec
Elke Rocha, historiadora e professora da Universidade Federal do Amapá (Unifap)

Maria Divina Videira de Jesus

Nascida em 1932, no vale do Rio Maracá, Dona Divina foi uma liderança feminina aguerrida. Atuou na defesa dos direitos das comunidades tradicionais e na organização coletiva, sendo fundadora da Associação Quilombola das Comunidades do Igarapé do Lago do Maracá.

Seu legado expressa a luta dos povos extrativistas da castanha, reafirmando a atividade como prática de resistência e continuidade histórica na Amazônia.

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