sexta-feira, 16 de outubro de 2026

EDUCAÇÃO

Alunas da Escola Quilombola Estadual Conceição do Maruanum participam de audiência para apresentar projetos à comunidade

As gêmeas Amanda e Helena Seemann criaram iniciativas que reforçam a inclusão e o ensino da matemática.

Léo Nilo
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As estudantes Amanda e Helena Seemann desenvolveram o projeto com a professora da escola e técnicos do Caahs
As estudantes Amanda e Helena Seemann desenvolveram o projeto com a professora da escola e técnicos do Caahs · Foto: Léo Nilo

A comunidade da Escola Quilombola Estadual Conceição do Maruanum, na zona rural de Santana, foi reunida nesta semana para acompanhar uma audiência que apresentou os projetos desenvolvidos pelas estudantes Amanda e Helena Seemann, de 9 anos. Os trabalhos reforçam a inclusão e o ensino da matemática e foram desenvolvidos a partir de atendimentos no Centro de Atividades em Altas Habilidades e Superdotação (Caahs).

O projeto de Amanda, intitulado “Jogo da Agricultura”, consiste em um jogo de tabuleiro que auxilia no ensino da matemática por meio de elementos e referências à agricultura. A proposta é que a ferramenta seja utilizada em escolas rurais para apoiar o ensino de forma lúdica.

“Com situações reais, fica mais fácil aprender. Pretendo ser agricultora quando crescer, então esse já era um interesse meu. Queremos valorizar a cultura local e estimular a criatividade dos alunos”, explicou Amanda.

Crédito: Léo Nilo/Seed
O Jogo da Agricultura visa reforçar o ensino da matemática de forma lúdica

Já o projeto de Helena, intitulado “A Inclusão não é Brincadeira”, utiliza músicas infantis, jogos e ferramentas para fortalecer a inclusão de crianças com deficiência, incluindo um dicionário de Língua Brasileira de Sinais (Libras) com expressões da cultura quilombola. Para demonstrar o projeto, a aluna cantou marabaixo junto com um grupo da comunidade.

“Queremos que o projeto vá além dos muros da escola e ajude crianças de todo o estado. Quando me mudei para cá, tive dificuldades de socialização no início, e percebi que as pessoas com deficiência da minha sala também passavam por essa dificuldade. Então, esse projeto vem, acima de tudo, para nos unir”, contou Helena.

Crédito: Léo Nilo/Seed
O dicionário quilombola em Libras faz parte do projeto de Helena

As gêmeas fazem parte do programa de atendimento aos estudantes do Caahs e são acompanhadas em Macapá semanalmente pela instituição. Os projetos surgiram a partir de observações das próprias estudantes, com orientação da professora Juliana Almeida.

“Este projeto desenvolvido pelas alunas exemplifica o que sempre defendemos na educação quilombola: o aprendizado conectado à realidade das comunidades. Além disso, também permite que as crianças aprendam brincando, o que potencializa a educação”, ressaltou Renata Oliveira, representando a Secretaria de Estado da Educação na ocasião.

Crédito: Léo Nilo/Seed
Renata Oliveira, representante da Seed no evento
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Santana
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