sábado, 17 de outubro de 2026

FORTALECIMENTO DA EDUCAÇÃO

Governo do Amapá reúne cerca de 170 representantes de escolas quilombolas estaduais para discutir educação afrocentrada

Evento acontece nesta quinta-feira, 7, no Museu Sacaca, em Macapá.

Joyce Batista
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Encontro conta com a participação de diretores, coordenadores e professores de escolas quilombolas
Encontro conta com a participação de diretores, coordenadores e professores de escolas quilombolas · Foto: Evandro Vilhena

O Governo do Amapá realiza, nesta quinta-feira, 7, o 7º Encontro de Gestores Quilombolas das escolas estaduais, no auditório do Museu Sacaca, em Macapá. O evento conta com uma extensa programação e reúne cerca de 170 diretores, coordenadores e professores para discutir o papel da gestão escolar na educação afrocentrada.

O encontro é promovido pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) e oferece oito painéis com temas como currículo afrocentrado, indicadores educacionais, gestão escolar e antirracismo. O objetivo é promover o diálogo entre técnicos e a comunidade escolar, abordando pautas educacionais e demandas dos territórios quilombolas.

“Compreendemos, enquanto Secretaria de Educação, que ainda precisamos avançar muito. Já tivemos muitas conquistas na melhoria dos ambientes escolares, reformas, equipamentos, materiais escolares, acesso à internet, garantia de direitos e valorização dos trabalhadores. Mas, para avançarmos ainda mais, precisamos que a educação nacional também avance. É necessário mais investimento e mais recursos para garantir a educação quilombola, indígena e dos povos das águas, das florestas e do campo. Precisamos desse esforço coletivo para construir documentos e conquistar o mesmo reconhecimento que outras políticas públicas possuem atualmente”, pontuou a secretária de Estado da Educação, Francisca Oliveira.

Crédito: Evandro Vilhena/Seed
Francisca Oliveira, secretária de Estado da Educação

A presidente da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Amapá, Jozineide Araújo, afirmou que as instituições precisam se alinhar à luta antirracista e destacou o papel fundamental da educação nesse processo.

“Esse encontro é de suma importância porque a educação é a solução para muitos problemas da sociedade. Quando você se dispõe a ocupar esses espaços, impõe respeito à sociedade. É fundamental considerar as comunidades quilombolas para que nossas vozes sejam ouvidas, a voz do povo preto, dos indígenas e de toda a sociedade, em prol da coletividade”, afirmou a representante da OAB.

Crédito: Evandro Vilhena/Seed
Jozineide Araújo, presidente da Comissão da Promoção da Igualdade Racial da OAB no Amapá

Além dos painéis, o Encontro de Gestores Quilombolas conta com apresentações institucionais e programações culturais de valorização ancestral, como o Marabaixo. Uma das participantes do evento é a diretora da Escola Quilombola Estadual Foz do Rio Pirativa, Nadielma Costa.

“Esse evento vem somar muito para a educação escolar quilombola. Inclusive, acredito que encontros como este deveriam ocorrer semestralmente, para ampliar o debate sobre a educação antirracista. Em nossa escola também realizamos capacitações sobre legislações e sobre tudo o que precisamos e podemos trabalhar dentro do currículo da educação escolar quilombola”, destacou a gestora.

Crédito: Evandro Vilhena/Seed
Nadielma Costa, diretora da Escola Quilombola Estadual Foz do Rio Pirativa
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Amapá
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