sexta-feira, 16 de outubro de 2026

SAÚDE E CIDADANIA

Governo do Amapá participa de formação sobre atendimento à população LGBTQIA+ indígena

Capacitação integra as ações da gestão estadual para garantir acolhimento humanizado e equitativo na rede de saúde.

Gian Pantoja
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Profissionais da saúde participam de formação voltada ao atendimento da população LGBTQIA+ indígena
Profissionais da saúde participam de formação voltada ao atendimento da população LGBTQIA+ indígena · Foto: Divulgação

Como parte das políticas de inclusão, o Governo do Amapá participa, no município de Oiapoque, de uma formação que capacita profissionais para o atendimento à população LGBTQIA+ indígena. A iniciativa foca em práticas humanizadas e culturalmente adequadas às realidades locais.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos (Sedih) acompanhou a atividade para reforçar a promoção de um serviço qualificado. O gerente do Núcleo de Diversidade de Gênero da Sedih, Alessandro Brandão, destacou que, muitas vezes, essa população permanece invisível tanto nas políticas públicas quanto nas próprias comunidades.

Crédito: Divulgação/Sedih
Gerente do Núcleo de Diversidade de Gênero da Sedih, Alessandro Brandão

"O que trouxemos para Oiapoque foi, acima de tudo, diálogo. Não chegamos ditando normas, mas para ouvir e conversar sobre saúde, direitos e as dificuldades enfrentadas. Se não falarmos com eles, do jeito deles e em seu território, nunca conseguiremos atender essa população com eficiência", pontuou o gerente.

A participação da gestão do governador Clécio Luís reforça o compromisso com o atendimento respeitoso às diversidades nos 16 municípios amapaenses. Para o responsável técnico pela Saúde da População LGBTQIA+ da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Renato Nascimento, o acesso desse público ao sistema de saúde ainda é um desafio.

Crédito: Divulgação/Sedih
Responsável técnico pela Saúde da População LGBTQIA+ da Sesa, Renato Nascimento

"Viemos para escutar e entender como eles vivem e o que lhes falta. Muitos não se sentem seguros para procurar atendimento por medo do preconceito. Tivemos relatos de pessoas que se sentiram 'vistas' pela primeira vez. O Estado continuará construindo pontes, porque a saúde LGBTQIA+ precisa ser efetiva na prática", ponderou Nascimento.

A ação em Oiapoque representa mais um passo na consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão e ao respeito, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com a promoção e defesa dos direitos humanos.

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