sábado, 17 de outubro de 2026

EDUCAÇÃO PARA O RESPEITO

Governo do Amapá apoia mobilização escolar de combate ao feminicídio, em Macapá

Ação da Escola Mário Quirino reuniu caminhada, debates e apresentações culturais para conscientizar sobre a violência contra a mulher.

Marcio Bezerra
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Os participantes se reuniram no hall de entrada antes de seguir pelas ruas ao redor da escola
Os participantes se reuniram no hall de entrada antes de seguir pelas ruas ao redor da escola · Foto: Heloise Cardoso

Em meio ao aumento dos casos de feminicídio no Brasil e à recente comoção no Amapá, a Escola Estadual Mário Quirino, em Macapá, promoveu, com apoio do Governo do Estado, na sexta-feira, 27, uma ampla mobilização envolvendo alunos, professores e movimentos sociais.

Com caminhada, exposições de alunos com representações de cenas de violência, debates e apresentações culturais, a ação buscou sensibilizar a comunidade escolar sobre a importância do respeito às mulheres e da prevenção à violência de gênero desde a base educacional.

A diretora da instituição, Giza Braz, destacou que o enfrentamento ao feminicídio é uma pauta permanente no ambiente escolar.

“O feminicídio não começa com a morte, mas com palavras, humilhações e desvalorização da mulher. Por isso, trabalhamos a educação para o respeito durante todo o ano”, frisou a gestora.

Crédito: Marcio Bezerra/Seed
Diretora da Escola Estadual Mário Quirino, Giza Braz

A escola desenvolve projetos contínuos voltados à diversidade, abordando temas como igualdade de gênero, bullying, saúde mental e a Lei Maria da Penha.

“A educação não pode ficar apenas dentro da sala de aula. Precisamos ir para fora, mostrar e dar visibilidade quando situações estão afetando toda a comunidade”, afirmou.

Mobilização coletiva 

A programação reuniu diferentes segmentos da sociedade, incluindo coletivos femininos, sindicatos e grupos culturais, em um ato simbólico e educativo dentro e fora da escola. A iniciativa também abriu espaço para manifestações artísticas e reflexivas sobre a causa.

A integrante do coletivo Juremas, Maria Lua, explicou a proposta da participação na programação.

“Estamos trazendo exposições fotográficas e promovendo debates com os estudantes sobre juventude e protagonismo feminino. Também trabalhamos a produção de poemas com essa temática.”

Perspectiva dos alunos

Para os alunos, a experiência vai além da sala de aula e contribui diretamente para a formação cidadã. A estudante Kelly Beatriz, do 1º ano do ensino médio, falou sobre o impacto da ação.

“Esse tipo de atividade traz conscientização para os alunos. É um assunto que infelizmente ainda acontece muito, e o trabalho influencia quem assiste. Acho isso muito errado e precisamos falar sobre isso", disse a aluna.

Crédito: Marcio Bezerra/Seed
A estudante Kelly Beatriz esteve entre os participantes das atividades

Já o aluno Cristiano Silva, também do 1º ano, compartilhou uma reflexão pessoal.

“Eu acho esse evento importante porque muitas mulheres sofrem. Na minha família já aconteceu isso, e eu aprendi que nenhum homem deve bater em uma mulher. As mulheres devem ser respeitadas”, comentou.

Crédito: Marcio Bezerra/Seed
Estudante Cristiano Silva defendeu o respeito às mulheres

O papel da educação

A iniciativa reforça o papel da escola na formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com o respeito e a igualdade, promovendo reflexões e incentivando mudanças de comportamento entre os jovens.

Dados recentes mostram que o feminicídio segue como uma preocupação crescente no país. Nesse contexto, iniciativas como a da Escola Mário Quirino tornam-se essenciais para a prevenção e orientação.

O combate à violência contra a mulher começa com informação, diálogo e educação.

Crédito: Heloise Cardoso
A programação sensibilizou a comunidade escolar para o enfrentamento do feminicídio
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