sexta-feira, 16 de outubro de 2026

CERPIS

‘Aqui me sinto acolhida’: no Cerpis, aposentada encontra na biodança apoio para ansiedade e socialização

Aos 56 anos, Dalva Macedo utiliza as Práticas Integrativas oferecidas pelo Governo do Amapá para fortalecer a saúde emocional e a autoestima.

Karla Marques
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Dalva Macedo, de 56 anos, encontrou na biodança uma forma de cuidar da saúde emocional, melhorar a convivência social e fortalecer a autoestima
Dalva Macedo, de 56 anos, encontrou na biodança uma forma de cuidar da saúde emocional, melhorar a convivência social e fortalecer a autoestima · Foto: Gabriel Maciel

Para a aposentada Dalva Macedo, de 56 anos, as aulas de biodança no Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (Cerpis), em Macapá, tornaram-se muito mais do que uma atividade física. O espaço representa acolhimento, superação e cuidado com a saúde mental.

Diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e enfrentando quadros de ansiedade, Dalva encontrou na prática uma forma de melhorar a qualidade de vida e a segurança no convívio social.

“Participar da biodança e me apresentar para as colegas é muito importante. O professor nos deixa à vontade. Por ser autista, tenho algumas dificuldades, mas aqui eu me sinto acolhida”, relatou a aposentada.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Apresentação do grupo de biodança do Cerpis durante programação do Mês da Mulher

Trajetória de cuidado

Dalva chegou ao Cerpis em 2023, inicialmente para tratar dores na coluna. Ao explorar as atividades oferecidas pela unidade do Governo do Estado, identificou na biodança o suporte necessário para o seu bem-estar global.

“Vim por problemas físicos, mas o tratamento ajudou no autismo, na ansiedade e na depressão. Melhorou muito o meu psicológico e o contato com as pessoas, que antes era difícil para mim”, contou.

Benefícios da Prática

A biodança é uma prática terapêutica que utiliza a música e movimentos corporais para estimular o equilíbrio emocional e a integração social.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Johnatan Duarte, facilitador de biodança e musicoterapia no Cerpis

Segundo o facilitador da atividade e musicoterapeuta, Johnatan Duarte, o objetivo é proporcionar uma experiência que conecte corpo e mente.

“Trabalhamos a vivência corporal com alongamentos e ritmos para despertar a sensação de liberdade, além de fortalecer a autoestima e a socialização”, explicou Duarte.

Atualmente, as turmas reúnem cerca de 30 participantes por turno, majoritariamente mulheres da terceira idade.

“O movimento ajuda na postura e no equilíbrio, mas o impacto principal é na saúde emocional. Elas se sentem incluídas e valorizadas”, destacou o facilitador.

Área
Saúde
Local
Macapá
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