sábado, 17 de outubro de 2026

FISCALIZAÇÃO

Governo do Amapá intensifica fiscalização para conter avanço da vassoura-de-bruxa no estado

Barreiras fitossanitárias atuam para impedir o trânsito de material vegetal e proteger seis municípios ainda livres da praga quarentenária.

Lucas Mota
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Atualmente, as equipes estão posicionadas em duas barreiras estratégicas, sendo uma delas no município de Cutias
Atualmente, as equipes estão posicionadas em duas barreiras estratégicas, sendo uma delas no município de Cutias · Foto: Jorge Júnior

O Governo do Amapá reforçou as ações de controle e prevenção contra a vassoura-de-bruxa, doença causada por um fungo e classificada como praga quarentenária, já identificada em 10 dos 16 municípios amapaenses. As medidas integram a estratégia estadual diante da emergência fitossanitária decretada para conter o avanço da praga.

À frente da Unidade de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), a auditora fiscal Júlia Braga explica que o foco principal das barreiras fitossanitárias é impedir que material vegetal proveniente de áreas contaminadas chegue aos seis municípios que permanecem livres da doença.

“A nossa atuação hoje concentra-se no controle da vassoura-de-bruxa, impedindo o trânsito de material vegetal conforme determina a legislação estadual, para evitar que a praga alcance áreas livres”, destacou Júlia.

Crédito: Jorge Júnior/GEA
Júlia Braga, auditora fiscal, comanda a fiscalização

Atualmente, as equipes estão posicionadas em duas barreiras estratégicas, sendo uma delas no município de Cutias. Durante as abordagens, são interceptados materiais como folhas, hastes utilizadas para plantio e raízes com casca, que podem estar contaminadas mesmo sem sintomas aparentes.

Histórico e Prevenção

A vassoura-de-bruxa foi inicialmente diagnosticada em regiões com áreas indígenas e se espalhou, principalmente, por meio do trânsito de material vegetal infectado. O fungo pode estar presente em plantas aparentemente saudáveis, manifestando os sintomas apenas após o plantio. A doença é considerada altamente destrutiva, pois provoca a morte da planta de cima para baixo e inviabiliza o cultivo nas áreas atingidas.

Crédito: Jorge Júnior/GEA
Apoio da Polícia Militar foi essencial para realizar a fiscalização

“A prevenção é a principal ferramenta de combate neste momento. Estamos nas barreiras para evitar a transmissão do fungo e impedir sua disseminação para outras regiões do estado”, reforçou a auditora.

A ação é coordenada pela Diagro, com apoio da Polícia Militar (PM-AP), garantindo o cumprimento das normas de fiscalização e a segurança nas abordagens.

Paralelamente, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) conduz estudos para identificar variedades resistentes ou tolerantes à doença. Enquanto as pesquisas avançam, o Governo do Amapá mantém a estratégia preventiva como principal medida para proteger a produção agrícola e preservar as áreas ainda livres da praga.

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