sexta-feira, 16 de outubro de 2026

SÍNDROME GRIPAL

Com a chegada do inverno amazônico, o Governo do Amapá faz um alerta aos pais para proteger os filhos das síndromes gripais

As internações estão dentro do esperado até o momento, mas as unidades já se preparam para o período de pico e ressaltam a importância de manter a caderneta de vacinação das crianças atualizada.

Júnior Nery
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Casos de internação seguem dentro do esperado, mas período exige atenção às síndromes gripais
Casos de internação seguem dentro do esperado, mas período exige atenção às síndromes gripais · Foto: Arquivo

A chegada do período chuvoso do inverno amazônico traz um alerta e uma preocupação, principalmente para os pais, em relação às síndromes respiratórias, comuns nessa época entre as crianças. Para garantir a segurança dos pequenos, o Governo do Amapá já iniciou a preparação das unidades de referência, como o Pronto Atendimento Infantil (PAI) e o Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), para o período de pico das doenças, que costuma se intensificar entre os meses de abril e junho.

Até o momento, o PAI e o HCA têm registrado atendimentos dentro da normalidade, segundo dados do setor de epidemiologia das unidades. No período de 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026, foram registrados 62 casos de Síndrome Gripal (SG) e 11 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), forma mais grave da doença. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 91 casos de Síndrome Gripal e 10 de SRAG. Apesar dos indicadores apontarem um cenário estável, as unidades já se preparam para o aumento da demanda esperado nos próximos meses, e o momento exige atenção permanente.

Para a responsável técnica do Setor de Epidemiologia, Ingrid Martins, esse quadro pode mudar de forma repentina, o que reforça a importância da prevenção, especialmente pela vacinação.

“Manter o cartão de vacina das crianças atualizado é fundamental. Quem ainda tem alguma dose em atraso deve procurar a unidade de saúde quanto antes, porque a vacina evita que uma gripe simples evolua para um quadro mais grave, que pode levar à internação e até ao óbito. O pico das síndromes gripais ocorre entre abril e junho e, com o fim das férias e o retorno às atividades, o risco de contágio aumenta”, alerta.

Crédito: Júnior Nery/Sesa
Ingrid Martins, responsável técnica do Setor de Epidemiologia do HCA/PAI

Prevenir é sempre o melhor remédio

O médico epidemiologista do HCA, Rinaldo Júnior, explica que as síndromes respiratórias afetam as vias aéreas das crianças e são causadas, na maioria das vezes, por vírus comuns nesta época do ano, como os da gripe, da covid-19 e da bronquiolite. Segundo ele, a prevenção começa ainda na gestação.

“Hoje já temos vacina contra a bronquiolite disponível no SUS para gestantes a partir da 28ª semana, o que protege o bebê desde o nascimento. Após os seis meses, a criança também pode receber as vacinas contra a gripe e a covid, que são seguras e eficazes”, destacou.

Cuidados simples 

Além da vacinação, que pode ser feita nas unidades básicas de saúde, o especialista reforça cuidados simples no dia a dia.

“Lavar bem as mãos, ensinar a criança a cobrir a boca ao tossir ou espirrar, manter ambientes ventilados e evitar contato com outras crianças quando estiver doente são atitudes que reduzem muito a transmissão. Se a criança apresentar sintomas, o ideal é mantê-la em casa por alguns dias, até melhorar, evitando que o vírus se espalhe, principalmente no ambiente escolar”, orienta o médico.

Crédito: Arquivo Pessoal
Rinaldo Júnior, médico epidemiologista

Rinaldo Júnior também ressalta que o atendimento nas unidades segue critérios de prioridade, garantindo assistência adequada conforme a gravidade. Crianças com sinais mais leves passam por avaliação e podem aguardar com segurança. Neste caso, o ideal é procurar uma UBS. Já os casos mais graves, devem ser encaminhados às unidades de urgência, como o PAI e o HCA, para receberem um atendimento imediato, assegurando cuidado rápido e eficiente.

Rede de atenção fortalecida

Os investimentos do Governo do Amapá na saúde da criança fortalecem essa rede de proteção e garantem resposta rápida nos períodos de maior demanda. O novo prédio do HCA, em fase de conclusão, contará com ampliação de leitos e salas de UTI pediátrica, além de farmácia abastecida, insumos garantidos e tecnologias modernas para diagnóstico, incluindo recursos de imagem e a recente sanção da Lei do Telediagnóstico, que agiliza a emissão de laudos e o início do tratamento.

Crédito: Júnior Nery/Sesa
A UTI pediátrica do HCA e demais unidades de referência no atendimento infantil já se preparam para o pico das síndromes gripais, que ocorre entre os meses de abril e junho

Para a diretora do Hospital da Criança e do Adolescente, Cleude Rodrigues, a estrutura reforçada traz mais segurança para pais e profissionais.

“Estamos preparados para atender com qualidade e humanização, mesmo nos períodos de maior procura. Os investimentos do Governo do Amapá asseguram estrutura, equipe qualificada e tecnologia, garantindo que nenhuma criança fique sem assistência quando mais precisa”, concluiu.

Crédito: Arquivo/Secom
Vacina salva vidas. Manter o cartão de vacinação das crianças é fundamental para evitar a evolução dos casos mais graves das doenças respiratórias
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