sexta-feira, 16 de outubro de 2026

GARANTIA DE DIREITOS

Governo do Amapá e Ministério Público do Trabalho alinham ações para fortalecer o combate ao trabalho análogo à escravidão

Encontro reforçou a cooperação entre os órgãos e definiu novas reuniões para ampliar ações de combate e garantia de direitos.

Gian Pantoja
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Encontro entre Governo do Amapá e MPT fortalece combate ao trabalho análogo à escravidão
Encontro entre Governo do Amapá e MPT fortalece combate ao trabalho análogo à escravidão · Foto: Gian Pantoja

Com vista no reforço de ações ao enfrentamento do trabalho análogo à escravidão, o Governo do Amapá, e o Ministério Público do Trabalho (MPT), se reuniram na manhã desta quarta-feira, 17, para alinhar estratégias integradas de prevenção, fiscalização e garantia de direitos trabalhistas.

A visita institucional ocorreu na sede da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos (Sedih), em Macapá, e serviu para aproximar as instituições que têm papéis distintos, porém complementares no combate ao trabalho análogo à escravidão, atuando de forma articulada em uma rede de proteção e repressão.

O chefe do Núcleo Trabalhista da Procuradoria Geral do Estado (PGE), Jimmy Negrão, destacou que o encontro é resultado da criação da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo do Estado do Amapá (COETRAE), que ainda está em fase de organização.

Crédito: Gian Pantoja/GEA
Chefe do Núcleo Trabalhista da Procuradoria Geral do Estado, Jimmy Negrão

“O MPT tomou conhecimento e achou importante a iniciativa do encontro e resolveu realizar a visita institucional para estreitar os laços com a gestão”, pontuou o representante da PGE.

A reunião contou com a participação do Procurador do Trabalho no Município de Macapá (PTM/AP), Hugo Anciães da Cunha e Bryan Marques, gerente do núcleo do direito da diversidade de gênero da Sedih.

Crédito: Gian Pantoja/GEA
Procurador do Trabalho no município de Macapá, Hugo Anciães

O presidente da Comissão de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos da Sedih, André Lopes, disse que este é o ponta pé inicial que visa não apenas o combate ao trabalho análogo à escravidão, mas para a promoção e defesa de direito para que a gestão possa cuidar dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Crédito: Gian Pantoja/GEA
Presidente da Comissão de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos da Sedih, André Lopes

“Esse diálogo é importante para que de fato possamos garantir a dignidade humana e superar de fato a questão do trabalho análogo à escravidão, e cada um fazendo a sua parte”, pontuou o presidente.

O Trabalho análogo à escravidão é considerado um crime caracterizado pela submissão de trabalhadores a condições degradantes, jornadas exaustivas, trabalho forçado ou servidão por dívida, privando-os de dignidade e liberdade.

Os principais elementos que caracterizam essa prática são:

  • Condições Degradantes: Ambientes de trabalho insalubres, sem higiene, segurança ou alimentação adequada.
  • Jornada Exaustiva: Carga horária que vai além da exaustão física, colocando em risco a saúde ou a vida do trabalhador.
  • Servidão por Dívida: Criação de dívidas fraudulentas (transporte, moradia, alimentação) que prendem o trabalhador ao local de trabalho.
  • Restrição de Locomoção: Retenção de documentos, vigilância ostensiva ou isolamento geográfico para impedir a saída do trabalhador. 
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