
Alunos das escolas militares terão 800 horas de aulas e 200 dias letivos, no mínimo
A vida militar é o que embala os sonhos do jovem Edenilson Dioney Moraes, de 13 anos. A escolha pela Escola Antônio Messias foi pensando no futuro, onde Edenilson se vê atuando como Policial Militar. A unidade começou a funcionar como Escola Militar, dividindo a gestão entre Secretaria de Estado da Educação (Seed) e Polícia Militar do Amapá (PM-AP), a partir deste ano. O primeiro dia de aula, nesta segunda-feira, 6, deixou o estudante bastante animado.
“Está sendo um dia muito diferente dos demais. A gente aprendeu as saudações militares, como se portar melhor na sala de aula, como se apresentar. Acredito que será um ano de bastante disciplina”, comenta o estudante.
Para os alunos da escola Risalva Freitas do Amaral, na zona Norte, que também começou a funcionar nos moldes militares, a manhã foi agitada. A gestão da escola é compartilhada com o Corpo de Bombeiros do Amapá.
“Eu pretendo ser médica, e acredito que a disciplina que vamos ter no colégio vai me ajudar a seguir meus estudos até alcançar meu objetivo”, disse a estudante Kelly Brito dos Santos, do 6º ano do ensino fundamental.
O trabalho nos dois colégios vai continuar seguindo a base nacional de ensino, onde os alunos terão 800 horas de aulas e 200 dias letivos, no mínimo. Mas com ações pedagógicas militares, abordando assuntos de ética, cidadania, respeito ao próximo, entre outros. Foi a grade curricular diversificada que chamou a atenção da maioria dos pais que matricularam os filhos nessas escolas.
“Trouxe meu filho para a escola Antônio Messias por saber que vai melhorar muito a aprendizagem dele, além do comportamento. Ele vai ter que se adequar ao padrão militar, o que ele já almeja como futuro, que é seguir carreira na PM”, disse o professor João Furtado.
“Acho que vai ser mais rígido e disciplinado, algo que falta nos jovens de hoje. Estou confiante que os professores e militares farão um bom trabalho”, ressaltou a merendeira Raimunda dos Santos.
Essa semana os alunos das escolas Risalva do Amaral e Antônio Messias não terão matérias do currículo comum. Os estudantes passam por uma semana de adaptação.
“Até sexta-feira, 10, os alunos estão conhecendo a escola, sendo informados dos horários de entrada, lanche e saída, e de outras regras de convivência”, pontuou a diretora da Risalva do Amaral, tenente Greyce Pantoja.
O novo modelo de ensino está sendo implantado pela primeira vez na rede de ensino do estado. Em outros entes federativos o ensino militar já é realidade. De acordo com dados do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sete das dez escolas com as melhores médias gerais são de ensino militar e federais. Dentre as 30 escolas de sexto a nono ano com as melhores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011, dez são colégios militares.
“O bom desempenho dos colégios militares é resultado da união de planejamento pedagógico, boa estrutura de apoio ao processo de ensino e aprendizagem, corpo docente capacitado e disciplina. Temos certeza que no Amapá esse modelo de ensino será exitoso”, reforçou a secretária de Estado da Educação em exercício, Keuli Baia.
Pouco mais de 2 mil estudantes que cursam os ensinos Fundamental e Médio serão atendidos pelas escolas militares.
“Estamos nos preparando há um ano para implantar esse modelo de ensino em conjunto com a Seed. A comunidade pode ter certeza que será um sucesso”, comentou a diretora da escola, capitã Sara Souza.
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias de Bombeiros no seu e-mail →
Relacionadas

EDUCAÇÃO
Governo do Amapá alinha políticas educacionais para fortalecer o ensino na rede estadual

EDUCAÇÃO
Governo do Amapá reúne mais de mil estudantes durante 39ª Caminhada Alexandrina, em Macapá

EDUCAÇÃO
Governo do Amapá reúne 600 estudantes na Aposição de Luvas que marca rito de passagem nas escolas de gestão compartilhada

EDUCAÇÃO




