sexta-feira, 16 de outubro de 2026

SEGURANÇA PÚBLICA

Governo do Amapá amplia equipe de especialistas em confronto balístico e fortalece investigações criminais na Segurança Pública

Foco é fortalecer a atuação pericial em casos envolvendo armas de fogo e munições, garantindo maior precisão científica na identificação de armamentos, comparação de projéteis e elucidação de crimes.

Marcelle Corrêa
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Análises realizadas pelos peritos identificam uma espécie de “DNA″ das armas
Análises realizadas pelos peritos identificam uma espécie de “DNA″ das armas · Foto: Netto Lacerda

Acontece até está sexta-feira, 7, um treinamento especializado em confronto balístico voltado a 14 peritos criminais do Departamento de Criminalística da Polícia Científica do Amapá (PCA). A capacitação, que durou dez dias, ocorre no Laboratório de Balística Forense, na sede da instituição, em Macapá.

O foco é fortalecer a atuação pericial em casos envolvendo armas de fogo e munições, garantindo maior precisão científica na identificação de armamentos, comparação de projéteis e elucidação de crimes.

Segundo a direção da Polícia Científica, os participantes já atuam na área de balística forense, sendo peritos de Macapá e Santana. Com a nova capacitação, eles passam a estar habilitados também em microcomparação e confronto balístico, ampliando significativamente o número de especialistas no setor.

Crédito: Netto Lacerda/Agência Nagib
Marcos Ferreira, diretor da Polícia Científica do Amapá

“Antes, nós tínhamos apenas quatro peritos que atuavam nessa área. Agora, passamos a contar com 14 profissionais capacitados, o que aumenta nossa capacidade de resposta e melhora os resultados das análises. Já alcançamos quatro compatibilidades em casos recentes e esperamos novos resultados até o final do treinamento”, destacou Marcos Ferreira, diretor da Polícia Científica do Amapá.

O curso é ministrado por especialistas da Polícia Federal, do Rio de Janeiro e de Pernambuco, e integra o programa de atualização, aprimoramento técnico e formação continuada dos peritos oficiais, incluindo módulos teóricos e práticos sobre: princípios de identificação balística e marcas características; processamento de evidências envolvendo armas de fogo; utilização de sistemas de comparação balística e banco de dados nacional; cadeia de custódia e padronização de laudos periciais e estudo de casos reais para aplicação prática dos conhecimentos.

Crédito: Netto Lacerda/Agência Nagib
Capacitação aumenta quadro de peritos especialistas em perícia de confronto balístico

Investimentos e trabalho

A Polícia Científica do Amapá está entre as mais bem estruturadas do país em tecnologia de balística forense. O Estado conta atualmente com quatro microcomparadores balísticos, incluindo um modelo de última geração adquirido em 2023, considerado o mais moderno do mundo. Além disso, a instituição dispõe de equipamentos do Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB), que permitem o escaneamento de projéteis e estojos com alta resolução para confronto automatizado entre bancos de dados estaduais e nacionais.

"O Amapá hoje não deve nada a outras polícias científicas do Brasil no campo da balística. Estamos equipados com o que há de mais moderno e seguimos investindo em capacitação técnica, por determinação do governador Clécio Luís. Assim, garantimos que nossos peritos estejam prontos para usar o equipamento certo, na hora certa”, reforçou Ferreira.

Crédito: Netto Lacerda/Agência Nagib
Polícia Científica do Amapá está entre as mais bem estruturadas do país em tecnologia de balística forense

O diretor explica que as análises realizadas pelos peritos funcionam como uma espécie de “DNA das armas”, já que cada armamento, em seu processo de fabricação, deixa marcas únicas em projéteis e estojos. Essas impressões permitem identificar se uma mesma arma foi usada em diferentes crimes, inclusive em outros estados e países.

“O objetivo é ampliar a nossa capacidade de investigação e dar respostas mais rápidas à sociedade. A identificação precisa das armas utilizadas nos crimes auxilia diretamente na elucidação dos casos e contribui para a redução da criminalidade no Amapá”, concluiu a direção da Polícia Científica.

Crédito: Netto Lacerda/Agência Nagib
Estojos e projéteis são analisados para a elucidação de crimes
Crédito: Netto Lacerda/Agência Nagib
Projétil sendo analisado durante a capacitação
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