sexta-feira, 16 de outubro de 2026

DIREITOS HUMANOS

Vozes que movem o Amapá: Conferência Estadual de Direitos Humanos marca protagonismo popular no estado

Momento elegeu 24 delegados e marca um momento histórico de representatividade, diversidade e construção coletiva, com vozes que ecoam de todos os municípios do estado.

Lucas Mota
Compartilhar

Debates e diálogos foram essenciais para a pluralidade da conferência
Debates e diálogos foram essenciais para a pluralidade da conferência · Foto: Ruan Alves

O encerramento da Conferência Estadual de Direitos Humanos do Amapá deixou no ar mais do que discursos e deliberações, mas o sentimento de que o Estado está escrevendo uma nova página na construção de uma sociedade mais justa e plural.

Foram diálogos intensos, onde comunidades, juventudes, movimentos sociais e representantes do poder público dividiram o mesmo espaço, a mesma mesa e o mesmo objetivo: fazer do Amapá um território de direitos para todos.

Ao final, 24 delegados foram eleitos, sendo 17 da sociedade civil e 7 do poder público, com a missão de representar o estado na etapa nacional e apresentar 18 propostas aprovadas coletivamente. A composição respeita critérios de paridade de gênero, com pelo menos metade de mulheres, e a obrigatoriedade de representatividade negra.

Mais do que números, o Amapá se destacou nacionalmente por um feito histórico: É o único estado do Brasil com representantes de todos os seus 16 municípios. Essa presença diversa e descentralizada transformou a conferência em um retrato vivo do povo amapaense.

Para João Bruno, integrante da UNA LGBT, o encontro foi mais do que um evento institucional, foi um símbolo de pertencimento.

Crédito: Ruan Alves/GEA
João Bruno, integrante da UNA LGBT

“Este evento é um marco para a nossa comunidade. É um espaço onde conseguimos expressar nossos anseios e nossas lutas de forma específica e coerente. Aqui, temos a chance de apresentar as demandas do povo e do movimento social, com o objetivo de levá-las até Brasília, representando a visão amazônica do Amapá. É uma conquista coletiva e um gesto de esperança”, ressaltou Bruno.

O relato de João traduz o espírito que tomou conta dos corredores e plenárias: A sensação de que o Amapá, muitas vezes esquecido no mapa nacional, agora fala com voz firme e múltipla, levando para o país a perspectiva amazônica sobre os direitos humanos.

Aos 73 anos, Raimunda Deusa Cardoso trouxe à conferência uma voz carregada de experiência e sensibilidade. Ela participou das discussões com a serenidade de quem acredita que o futuro precisa ser construído com diálogo e empatia.

Crédito: Ruan Alves/GEA
Raimunda Deusa Cardoso, levou sua experiência de 73 anos de idade

“É de extrema importância debater os direitos humanos. Precisamos lutar politicamente por uma melhor convivência para idosos, crianças, adolescentes e também pelo meio ambiente", disse Raimunda.

As vozes que ecoaram nas plenárias agora ganham um novo destino: Brasília, onde as propostas e os sonhos amapaenses se juntarão aos de todo o país. E, entre elas, permanece a convicção de que transformar o Amapá é possível, porque quando o povo fala, o Estado inteiro escuta.

Tags
Nenhuma tag cadastrada nesta notícia
Local
Macapá
Leituras
0 leituras

Relacionadas

Editorias

Navegue pelas áreas de cobertura do Governo do Amapá54