
Visando a identificação de minerais raros, o Governo do Estado iniciou o mapeamento geológico, coleta de amostras de rochas e sedimentos para encontrar os elementos químicos que compõem as chamadas terras raras.
O trabalho de campo iniciou pelo município de Ferreira Gomes, distante 136 quilômetros da capital Macapá, e está sendo conduzido pelo “Comitê de Terras Raras”, da Secretaria de Estado da Mineração (Semin).
O secretário da Semin, Mamede Barbosa, destacou que na última reunião ocorrida com o Vice-governador do Estado, Antônio Teles Júnior, ficou acertado que o município de Calçoene, distante 363 quilômetros de Macapá, também será mapeado.
“O vice-governador conduziu a reunião e ficou bastante entusiasmado com o trabalho que o comitê vem realizando. E essa sintonia que ele tem com o governador Clécio Luís, quem ganha é o Amapá em termos econômicos e de visão de longo prazo”, pontuou o secretário.
Foi estipulado 90 dias para o trabalho de prospecção e, além de detectar e quantificar os Elementos de Terras Raras (ETRs), o comitê se preocupou de que esses locais estivessem fora da Floresta Estadual do Amapá (Flota).
As terras raras são componentes essenciais da transição energética e tecnologia de defesa, sendo fundamentais para a fabricação de turbinas eólicas, veículos elétricos, smartphones e equipamentos militares.
Mineração estratégica no Amapá
O Amapá possui vastos recursos minerais, como manganês, ouro, ferro e nióbio, além de jazidas de silício, tantalita, cassiterita, cromita, entre outros. Esse potencial torna o Estado um polo estratégico para o setor mineral, integrando os mercados nacional e internacional e contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável.




