sábado, 17 de outubro de 2026

PRÉ-COP30

Governo do Amapá participa da abertura de evento Pré-COP30 com temática voltada para comunidades quilombolas

Intitulado “Povos Quilombolas do Amapá – Não há justiça climática sem Quilombo titulado”, o evento vai reunir autoridades, personalidades e especialistas de comunidades negras de todo país no Amapá.

Marcelo Guido
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A iniciativa mobiliza comunidades quilombolas do estado para a integração entre ciência, cultura, ancestralidade e sustentabilidade rumo à COP30
A iniciativa mobiliza comunidades quilombolas do estado para a integração entre ciência, cultura, ancestralidade e sustentabilidade rumo à COP30 · Foto: Fapeap

O Governo do Amapá realiza, de 22 a 26 de setembro, o projeto “Povos Quilombolas do Amapá – Não há justiça climática sem Quilombo titulado” nos 16 municípios. A iniciativa mobiliza comunidades quilombolas do estado para a integração entre ciência, cultura, ancestralidade e sustentabilidade rumo à COP30, que acontece em novembro em Belém (PA). 

Sob coordenação da Fundação Marabaixo, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), o encontro Pré COP Ancestral e Afro-Rural promove o resgate e valorização das identidades quilombolas; fortalecimento de políticas públicas voltadas à saúde, educação, infraestrutura e alimentação; reconhecimento das práticas culturais e religiosas dos povos tradicionais; combate ao racismo estrutural e institucional; e inserção do Amapá como liderança nas discussões sobre justiça climática e igualdade racial.

Na segunda-feira, 22, durante a abertura da programação, o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva, analisou de forma positiva a ação e acredita na importância do envolvimento das comunidades na pauta COP30.

“É muito importante esta participação das comunidades quilombolas na construção desta pauta, tendo em vista que as comunidades tradicionais tem que ser ouvidas para que sua opinião e suas reivindicações sejam colocadas de forma que a sua importância seja estabelecida para o debate construtivo”, contou Gutemberg.

Crédito: Fapeap
Gutemberg Silva, diretor-presidente da Fapeap

Silva falou ainda que a realização do evento mostra que o Amapá está se preparando bem para sua participação na Conferência do Clima, e que o estado busca um protagonismo perante a comunidade que vai participar:

“O estado está se organizando de várias formas para ter uma participação relevante no evento, e essa organização passa também pelos povos tradicionais. O que estamos vivenciando hoje é a construção de uma pauta relevante para ser discutida no maior evento internacional do ano”, concluiu Silva.

Durante cinco dias, várias discussões estarão em voga no espaço, que abriga mesas temáticas e debates cuja responsabilidade é da Fundação Marabaixo. O evento também contará com vasta programação cultural com a participação de grupos tradicionais, além de feiras culinária e de artesanato.

Crédito: Fapeap
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Macapá
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