sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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Samu do Amapá completa 19 anos salvando vidas e escrevendo histórias de coragem no resgate pré-hospitalar

Missa, homenagens e memórias marcaram a celebração nesta segunda-feira, 15, de quase duas décadas de dedicação à saúde pública.

Karla Marques
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Criado no Amapá em 11 de setembro de 2026, o Samu conta atualmente com 300 profissionais
Criado no Amapá em 11 de setembro de 2026, o Samu conta atualmente com 300 profissionais · Foto: Gabriel Maciel

O suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Amapá faz a diferença entre a vida e a morte de milhares de pacientes que recebem assistência pré-hospitalar no estado. Ao completar 19 anos, os profissionais celebraram nesta segunda-feira, 15, os avanços, desafios e, sobretudo, a eficiência e agilidade no socorro à população.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Aniversário teve bolo, missa, e homenagens

A equipe, que todos os dias veste o colete azul para enfrentar a imprevisibilidade das ruas, se reuniu para celebrar o aniversário com missa, café da manhã e um momento de homenagens, em que cada história lembrada reafirmou o valor da missão de salvar vidas.

FOTOS: Samu do Amapá celebra 19 anos como símbolo do atendimento pré-hospitalar que salva vidas

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Missa, homenagens e memórias marcaram a celebração de quase duas décadas de dedicação a saúde pública

Criado no Amapá em 11 de setembro de 2006, o Samu estadual atua com 300 profissionais e realiza em média 3 mil atendimentos por mês. São cinco ambulâncias, entre suporte avançado e intermediário.

Entre as novidades está a descentralização das bases para as zonas Norte, Oeste (antiga Aifa) e Central, além do Grupo Tático Aéreo (GTA) e Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes), ampliando a rapidez no atendimento.

Em 2025, o serviço incluiu a presença de fisioterapeutas nas equipes, aumentando a qualidade técnica e humanização dos atendimentos. A implantação do Serviço Aeromédico, em parceria com o GTA foi um marco para populações ribeirinhas e isoladas, garantindo respostas ágeis em situações críticas.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
O Samu conta com 5 ambulâncias para atendimento à população

Emocionado, o diretor do Samu estadual, Donato Farias, lembrou da missão e do sentimento que guia o trabalho diário das equipes, e a responsabilidade de cuidar das pessoas, que vai além da assistência em saúde, pois cada resgate envolve compromisso e amor dos profissionais. 

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Donato Farias, diretor do Samu Estadual

"Não estamos aqui não só para cumprir um protocolo, mas para celebrar. O Samu não é apenas sirene e ambulância, é coragem e humanidade. Cada vida salva não é um número, é um nome, uma família, um futuro resgatado. Essa é a marca de cada um de vocês", declarou.

Durante as comemorações foi realizado um momento de reconhecimento daqueles profissionais que desde a inauguração do Samu no Amapá, se dedicam a salvar vidas. 

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Na atual gestão, a descentralização das bases levou equipes para a Zona Norte, Oeste, Central, GTA e Ciodes

Entre os profissionais está o enfermeiro obstetra, Robson Xavier, que atua desde a inauguração do serviço em 2006. Ele recordou as dificuldades do início, quando poucas equipes se desdobravam para atender toda a capital, Macapá.

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Robson Xavier, enfermeiro obstetra do Samu

“Era um desafio diário, mas nós sabíamos a importância do que estávamos construindo. Eu lembro de casos que ficaram para sempre na memória, como o de uma professora vítima de violência que, mesmo em estado grave, pediu que eu não a deixasse morrer. Momentos como esse nos marcam profundamente e mostram o peso da nossa missão”, relatou Xavier.

A técnica de enfermagem, Maria Ilacy Rocha, reviveu com emoção um dos primeiros partos feitos pela equipe. Depois de 19 anos na equipe, ela garante que todo o trabalho valeu à pena.

"Foi no início do Samu. Quando chegamos de volta à base, cansados após uma madrugada de ocorrências, fomos recebidos com aplausos pelos colegas. Até hoje esse momento me emociona, porque vi que estávamos fazendo história. Hoje sou mãe e avó, e sigo com a mesma garra e amor de quando entrei", contou.

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Maria Ilacy Rocha, técnica de enfermagem do Samu

Para o médico Ednilson Castro Ribeiro, a pandemia da Covid-19 foi o capítulo mais marcante da trajetória profissional dele no Samu. Nenhum deslocamento foi mais desafiador do que as remoções de pacientes para os hospitais. 

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Ednilson Castro Ribeiro, médico do Samu

“Ali todos nós refletimos sobre o valor da vida. Eu mesmo adoeci e precisei ser internado, deixei de ser médico e virei paciente. Isso mudou a minha forma de olhar cada pessoa atendida. O Samu se tornou meu segundo lar e agradeço por fazer parte dessa história”, destacou o médico.

Compromisso com a população!

Entre lembranças de perdas, superações e vidas salvas, o clima da celebração foi de gratidão e esperança. “O Samu é a mão estendida que chega no momento mais difícil. Não desistam, não se calem. Continuem sendo a diferença entre a vida e a morte”, reforçou Donato Farias.

Dezenove anos depois da primeira sirene ligada em Macapá, o Samu segue pulsando como promessa de socorro, de esperança e de humanidade. Cada profissional que veste o uniforme carrega nas mãos não apenas a responsabilidade de atender, mas o orgulho de ser parte de uma história que já salvou milhares de vidas no Amapá.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Equipe de profissionais que há anos atuam no Samu estadual
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Saúde
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Macapá
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