sexta-feira, 16 de outubro de 2026

DIREITO DAS MULHERES

Governo do Amapá realiza ação social para as mulheres acolhidas em comemoração ao aniversário de 12 anos do Cram de Oiapoque

Durante o evento foram realizadas oficinas na área de beleza e sorteio de brindes.

Ana Anspach
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As participantes apoveitaram para cortar o cabelo
As participantes apoveitaram para cortar o cabelo · Foto: Divulgação Cram Oiapoque

Para celebrar os 12 anos de existência do Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram) de Oiapoque, o Governo do Estado proporcionou serviços de beleza e autocuidado, para as mulheres em situação de violência, que são atendidas pela instituição.

Foram ofertadas oficinas de corte de cabelo, escova, limpeza de pele e maquiagem. O objetivo é fortalecer a rede de apoio, promover a autonomia e a autoestima do público feminino, garantindo o acolhimento humanizado, além de possibilitar que as mulheres aprendam uma profissão e tenham independência financeira para reconstruir suas vidas. 

Crédito: Divulgação Cram Oiapoque
A coordenadora do Cram, Nátane Oliveira

A coordenadora do Cram, Nátane Oliveira, destacou que ao oferecer serviços de beleza, autocuidado e capacitação profissional, o Governo do Amapá não só promove a autoestima das mulheres em situação de violência, mas também fortalece sua autonomia financeira.

“Ter uma fonte de renda é essencial porque garante autonomia, segurança e o poder para que as mulheres saiam de relacionamentos abusivos. A dependência financeira é um obstáculo significativo para a liberdade e dificulta a inserção do público feminino no mercado de trabalho”, frisou a coordenadora.

Crédito: Divulgação Cram Oiapoque
Oficina de maquiagem
Crédito: Divulgação Cram Oiapoque
Maria Eliette, participou da oficina de sobrancelha

Maria Eliette, de 55 anos, destaca que a violência abala profundamente a identidade e a confiança em si mesma. Ela reconhece que as atividades desenvolvidas no Cram é um exemplo inspirador de como políticas públicas podem transformar vidas.

“Elevar minha autoestima me faz enxergar meu valor. Com isso, vou conseguir romper o ciclo de violência e construir uma vida independente, uma vez que não ter renda é uma das principais razões para que a gente permaneça em situações de abuso”, destacou Maria.  

Crédito: Divulgação Cram Oiapoque
Equipe responsável por recepcionar as convidadas
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