sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PESCA E AQUICULTURA

Governo do Amapá regulamenta lei que estabelece as regras para criação de peixes exóticos em ambientes controlados

Nova Instrução Normativa garante segurança ambiental e impulsiona o setor da piscicultura no estado.

Lucas Mota
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Lei regulamentada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) partiu da Assembleia Legislativa do Amapá
Lei regulamentada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) partiu da Assembleia Legislativa do Amapá · Foto: Israel Cardoso

O Governo do Amapá lançou nesta quarta-feira, 16, a Instrução Normativa nº 03/2025, que estabelece as regras para a criação de peixes exóticos e híbridos em ambientes controlados no estado. O ato de assinatura ocorreu na sede da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Amapá (Fepap), no bairro Perpétuo Socorro, em Macapá, com a presença de autoridades, aquicultores e representantes do setor produtivo.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) está regulamentando o artigo 17 da Lei Estadual n° 3.095, que trata da responsabilidade do aquicultor, definindo parâmetros claros para o cultivo responsável de espécies como a tilápia, com foco no equilíbrio ambiental e no fortalecimento econômico do segmento. Segundo o documento, a criação dessas espécies será permitida exclusivamente em sistemas fechados, que garantam segurança contra fugas e impeçam impactos nos corpos hídricos naturais da Amazônia.

Crédito: Israel Cardoso/GEA
Cassio Lemos, secretário adjunto de Meio Ambiente

“As espécies exóticas não fazem parte do bioma amazônico, então há algumas que são predatórias e consideradas invasoras. Desta forma, a importância de haver um regramento específico é para dar segurança tanto para os ecossistemas como para os empreendedores e aquicultores”, explicou Cássio Lemos, secretário adjunto da Sema.

A normativa detalha os tipos de sistemas permitidos (fechados, semiabertos e abertos), critérios para a escolha da área geográfica, além de orientações técnicas e ambientais para a criação segura dos peixes. A Sema instituiu um grupo de trabalho composto por técnicos reconhecidos na área da aquicultura e gestão ambiental, que foi responsável por analisar a lei e propor os critérios normativos para promover uma aquicultura sustentável, aliando geração de emprego e renda à proteção da biodiversidade amazônica.

Crédito: Israel Cardoso/GEA
Paulo Nogueira (à esquerda) junto ao deputado estadual Junior Favacho

“Nós temos a missão de fazer a economia da pesca ser visível no Amapá todos os dias. A nova normativa vai dar segurança jurídica para quem quer criar a tilápia, o camarão da Malásia e outras espécies. Vai dizer o que fazer e como fazer, fortalecendo uma atividade que tem enorme potencial de crescimento e exportação”, destacou Paulo Nogueira, secretário de Estado da Pesca e Aquicultura.

Representando os trabalhadores do setor, o presidente da Cooperativa Dourada, Raimundo Nobre, comemorou o lançamento da normativa. Para Nobre, a lei pode estimular o mercado da piscicultura no Amapá.

Crédito: Israel Cardoso/GEA
Raimundo Nobre, presidente da Cooperativa Dourada

“Esta é uma regulamentação que facilitará nosso trabalho e vai estimular as vendas do pescado dentro do Amapá. Só temos a agradecer ao Governo do Estado por essa articulação junto à Assembleia Legislativa.”

Com essa iniciativa, o Governo do Amapá reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável, o fortalecimento da economia local e o respeito ao meio ambiente, abrindo caminho para uma piscicultura mais moderna, competitiva e ecologicamente segura.

Crédito: Israel Cardoso/GEA
Instituições públicas, privadas, aquicultores e pescadores participaram da cerimônia de regulamentação
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