
Pamonha, mingau de milho, bolo de macaxeira, vatapá, tacacá, maniçoba. O cardápio das festas juninas é um verdadeiro desfile de sabores e memórias afetivas. Mas, apesar da fama de "calóricas", essas comidas típicas também têm valor nutricional relevante e, se consumidas com moderação, podem fazer parte de uma alimentação equilibrada, alerta a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
A nutricionista Aline Bentes, do setor de Nefrologia do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), em Macapá, explica que o problema não está nos pratos juninos em si, mas nos excessos.
"O milho é um cereal riquíssimo em carboidratos e fibras, essenciais para a energia e o bom funcionamento intestinal. O bolo de macaxeira, por exemplo, tem carboidrato, proteína e gordura, ou seja, é um alimento completo. O mingau de milho também é muito nutritivo, especialmente quando preparado com castanhas, leite e coco ralado", explica Aline.
Mas a nutricionista alerta: "Tudo depende da quantidade. O excesso pode causar desequilíbrio, principalmente em pessoas com hipertensão, diabetes ou problemas renais", ressalta.
Equilíbrio é fundamental
O debate sobre o equilíbrio alimentar ganha ainda mais importância com a programação do Arraiá do Povo, promovido pelo Governo do Amapá, até esta quarta-feira, 2. Na chamada Cidade Junina, montada no complexo do prédio do Corpo de Bombeiros Militar, na Zona Norte da capital, o público conta com opções que agradam a todos os paladares.
São 14 barracas só na praça de alimentação, organizada pela Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete). Ao todo, são 56 empreendedores que também oferecem artesanato, bebidas e outros produtos. As vendas já movimentaram mais de R$ 300 mil na primeira noite do Arraiá do Povo 2025.
Entre os visitantes da Cidade Junina está Rosana Castro, técnica de enfermagem, que curtiu a programação, acompanhada da família. Ela é categórica ao eleger o seu melhor prato desse período de festa.
"Maniçoba é o meu prato favorito. Eu não como só no São João, mas o ano todo! Não tenho restrição alimentar, então eu aproveito: às vezes como uma maniçoba, um vatapá, e ainda combino com um tacacá. Sempre dá para combinar!", brinca.
Quem também celebrou o clima de alegria e vendas aquecidas é a empreendedora Sâmia Shibayama. Na barraca dela, o mingau de milho é o campeão de pedidos.
"O pessoal espera junho só pra comer mingau. A maniçoba também é muito pedida. As vendas estão ótimas, a estrutura está excelente e o evento está maravilhoso. A gente ainda consegue curtir um pouco das quadrilhas no intervalo das vendas!", conta, com entusiasmo.




