sábado, 17 de outubro de 2026

TRADIÇÃO E IDENTIDADE

Governo do Amapá realiza 2ª edição do Prêmio de Cultura Mestre Jorge e homenageia 120 tocadores nesta segunda-feira, 26

Evento acontece a partir das 18h, no Museu Sacaca, em Macapá. Na ocasião, o governador Clécio Luís também realiza a entrega do título de Embaixador do Marabaixo ao artista Carlinhos Brown.

Gabriel Penha
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Prêmio Mestre Jorge chega na segunda edição com a proposta de valorizar o fazer cultural do marabaixo
Prêmio Mestre Jorge chega na segunda edição com a proposta de valorizar o fazer cultural do marabaixo · Foto: Arquivo

O Governo do Amapá realiza nesta segunda-feira, 26, a 2ª edição do Prêmio de Cultura Mestre Jorge, que homenageia 120 tocadores de caixas de marabaixo, batuque, zimba e sairé de diferentes gerações, representando mais de 50 grupos. A entrega acontece a partir das 18h, no Museu Sacaca, no bairro do Trem, em Macapá.

A honraria é concedida pela união da Fundação Estadual de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Fundação Marabaixo) e da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em parceria com a Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo (AABM), e acontece como forma de reconhecimento da importância do fazer cultural dos homenageados para a manutenção da cultura e das tradições afro-amapaenses.

Crédito: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo/GEA
Serão homenageados 120 tocadores de caixas de marabaixo, instrumentos de batuque, zimba e sairé
Crédito: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo/GEA
Nesta segunda-feira, 26, Carlinhos Brown recebe o título de Embaixador do Marabaixo

Na ocasião, o governador do Amapá, Clécio Luís, também realiza a entrega do título de Embaixador do Marabaixo ao artista Carlinhos Brown. A ação reconhece a importância do artista no fortalecimento do segmento como patrimônio cultural e símbolo de identidade histórica. Pelo engajamento com as questões sociais, o músico já recebeu diversos prêmios, como o europeu “12 meses, 12 causas”, promovido pelo Telecinco, importante canal de TV espanhol.

De acordo com a diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, a programação busca promover a diversidade cultural, incentivando a troca de experiências entre marabaixeiros e reforçando a representatividade social.

“O marabaixo é nossa mais autêntica manifestação cultural, uma tradição que virou patrimônio do Brasil. O Prêmio Mestre Jorge é uma das diversas formas que o Governo do Estado reconhece o fazer e a importância da contribuição de cada pessoa para que essa tradição continue”, destaca.

Crédito: Arquivo/Fundação Marabaixo
Diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos,durante a primeira edição do prêmio

O prêmio homenageia  José Jorge da Silva, o Mestre Jorge, um dos precursores da cultura mazaganense, falecido em 2020, em decorrência da Covid-19.

Valorização do marabaixo

O Governo do Estado valoriza e apoia a cultura marabaixeira. O investimento é recorde para o Ciclo do Marabaixo 2025: R$ 2,5 milhões, fruto de recursos do Tesouro Estadual e de emenda destinada pelo senador Randolfe Rodrigues.

Para a edição deste ano, a organização anunciou diversas novidades. Entre elas, dois eventos esportivos: uma corrida de rua e um "pedal" que irão percorrer os barracões que realizam a festividade. Ainda estão previstos os lançamentos de uma cartilha, uma revista e um documentário sobre a cultura marabaixeira amapaense.

Outra novidade, é a primeira edição do projeto “Marabaixando entre Versos e Ladrões pelas plataformas digitais: O cantar do Marabaixo, dos tradicionais barracões para o mundo”, uma iniciativa do Governo do Amapá que promoveu a gravação de 16 faixas de "ladrões" de Marabaixo, levando os cantos tradicionais para as principais plataformas de streaming, na internet, e ampliando seu alcance para além dos barracões e rodas culturais.

Crédito: Gabriel Penha/Arquivo
Prêmio homenageia Mestre Jorge, um dos precursores da cultura mazaganense

Central do Ciclo

Pelo terceiro ano consecutivo, o Governo do Amapá evidenciou a cultura marabaixeira com a Central do Ciclo do Marabaixo, espaço montado no Centro de Cultura Negra, no Laguinho, como prévia da grande programação. Em abril, o espaço foi a grande vitrine dos fazeres religiosos e culturais do que os grupos realizam nos barracões durante o Ciclo, mostrando os rituais, os elementos, a culinária e a tradicional gengibirra.

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Macapá
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