sexta-feira, 16 de outubro de 2026

SOCIOEDUCAÇÃO

Governo do Amapá oportuniza que adolescentes sob responsabilidade do Cesein participem do Projeto de Arte Educação

‘Trocando as Lentes para Ressignificar Vidas’ busca possibilitar processos criativos que favorecem a autonomia, mudanças de valores e comportamentos.

Ana Anspach
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Os jovens têm oportunidade de participar do Projeto de Arte Educação: “Trocando as Lentes para Ressignificar Vidas”
Os jovens têm oportunidade de participar do Projeto de Arte Educação: “Trocando as Lentes para Ressignificar Vidas” · Foto: Divulgação

Instituição integrante do Governo do Estado, o Núcleo de Medida Socioeducativa de Internação Masculina (Cesein) da Fundação Socioeducativa do Amapá (FSA), é responsável atualmente pelo atendimento de 15 adolescentes masculinos, com faixa etária entre 15 e 18 anos, que cumprem medidas de internação. 

Durante a permanência no Cesein, os jovens têm oportunidade de participar do Projeto de Arte Educação: “Trocando as Lentes para Ressignificar Vidas”, que além de possibilitar processos criativos que estimulam mudanças de valores, comportamentos e atitudes, contribuem para melhorar a autoestima, a sociabilidade e interações, de forma a incentivar o empreendedorismo sustentável.

Crédito: Divulgação

O projeto idealizado por arte-educadores objetiva que os socioeducandos desenvolvam atividades artísticas voltadas para as boas práticas, a fim de contribuir para o despertar de uma nova percepção de mundo, que propicie habilidades e competências relevantes para a geração de renda e inserção no mercado de trabalho.

A coordenadora do projeto, Doraci Figueiredo, enfatiza que a maioria das atividades artísticas são planejadas com foco na arteterapia, e diz que alguns adolescentes atendidos não possuem familiaridade com obras de arte e estilos artísticos, como desenhos, pinturas e esculturas.

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A coordenadora do Projeto, Doraci Figueiredo

“Muitos adolescentes não tiveram uma fase tranquila na infância, com laços familiares consolidados. Nesse sentido, nós, arte-educadores, desenvolvemos atividades inclusivas, com foco no desenvolvimento das habilidades cognitivas e socioemocionais, possibilitando a reflexão, autoconhecimento, autoavaliação, acesso à cultura, melhoria da autoestima e acolhimento humanizado. Nossos internos precisam resgatar valores e construir projetos de vida para concretizar sonhos”, destacou Doraci.       

J. H. C., de 17 anos, participa do projeto e é autor de obras que já foram expostas na Defensoria Pública do Estado (DPE). Ele conta que por meio das atividades conheceu artistas como Jackson Pollock, pintor norte-americano referência no movimento do expressionismo abstrato.

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J. H. C pintou quadro com o estilo de gotejamento

“A arte ajuda a mudar positivamente minha vida, pintei quadros com o estilo de pintura por gotejamento, uma técnica de pintura ensinada pelas artes educadoras. Gosto de pintar, isso contribui para que mantenha o foco, a concentração e a paciência. Hoje tenho esperança de me tornar um ser humano melhor”, pontuou o socioeducando.

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