sábado, 17 de outubro de 2026

SAÚDE MENTAL

Governo do Amapá abre programação do 'Maio da Luta Antimanicomial' com exposição e debate de especialistas

Evento evidencia a Rede de Atenção Psicossocial no estado e destaca a importância do cuidado em liberdade, da arte como forma de reabilitação.

Roberta Corrêa
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Evento integra as ações pelo 'Dia Nacional da Luta Antimanicomial' celebrado em 18 de maio
Evento integra as ações pelo 'Dia Nacional da Luta Antimanicomial' celebrado em 18 de maio · Foto: Gabriel Maciel

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu nesta terça-feira, 13, a abertura oficial do "Maio da Luta Antimanicomial", que dá início à programação do Governo do Amapá em referência ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio. A iniciativa destaca a importância do cuidado em liberdade, da arte como forma de reabilitação e do combate ao estigma em torno das doenças mentais.

O evento, que aconteceu no auditório da Sesa, contou com a presença de profissionais da saúde mental, psicólogos, representantes dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), gerentes das unidades e a Coordenação Estadual de Saúde Mental.

A programação incluiu uma exposição de obras artísticas produzidas por usuários dos Caps durante as oficinas terapêuticas, como pinturas, trabalhos em papel e peças artesanais, reafirmando o uso da arte como ferramenta de expressão, acolhimento e reabilitação.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Exposição de artigos confeccionados pelos pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial

O palestrante José Luiz da Cunha, chefe dos Centros de Atenção Psicossocial, ressaltou o histórico da luta antimanicomial no Amapá, reforçando o compromisso com a superação de modelos excludentes, destacando que no estado nunca houve manicômios e que a luta é constante. 

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Jose Luiz da Cunha, chefe dos Caps do Estado

“O movimento da luta antimanicomial é um processo constante que exige vigilância e mobilização da sociedade, dos profissionais de saúde, dos gestores e fundamentalmente dos usuários e seus familiares, garantindo cuidado em liberdade e reinserção social, que é um desafio progressivo devido ao estigma que muitos impõe”, explicou Cunha. 

A gerente do Caps Gentileza, Zênia Gomes, tem 22 anos de experiência em serviços com a saúde mental. Ela destaca a evolução dos atendimentos oferecidos no estado. 

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Zenia Gomes, gerente do CAPS Casa Gentileza, em Macapá

“A saúde mental é um processo de construção, 22 anos atrás não tínhamos esse cuidado em liberdade e hoje é uma realidade, temos uma rede se consolidando, através de diversas iniciativas. O Governo do Estado tem tido essa importante preocupação muito aguçada, voltada para saúde mental. Hoje se vê uma grande mudança e eu vejo com clareza inúmeros avanços na rede de acolhimento”, reforçou Zênia.

Entre os anúncios importantes, está a ampliação do funcionamento do Caps Gentileza para atendimento 24 horas, o que representa um avanço significativo na oferta de cuidado contínuo. A coordenadora estadual de Saúde Mental, Marlucia Milhomem, destacou ainda a importância da atuação das equipes multiprofissionais no atendimento à população.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Marlucia Milhomem, coordenadora estadual de Saúde Mental

“Estamos em diálogo constante e já conseguimos formalizar os protocolos para implantação do Caps Gentileza com atendimento 24 horas, com leitos para acolhimento noturno, garantindo um espaço seguro e acolhedor para pacientes que precisam de suporte em momentos de crise, por exemplo", destacou a coordenadora. 

A programação reforça o compromisso do Amapá com uma política de saúde mental baseada no respeito aos direitos humanos, na escuta qualificada e na construção coletiva de estratégias que valorizem a liberdade, o cuidado e a dignidade dos usuários.

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Saúde
Local
Macapá
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