sábado, 17 de outubro de 2026

SAÚDE

TFD garantiu atendimento a mais de 2,8 mil pacientes em 2016

Atualmente, seis mil pacientes estão cadastrados, parte fazendo tratamento em outros Estados

Redação
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O programa também faz o agendamento de consulta e exames não ofertados na rede estadual
O programa também faz o agendamento de consulta e exames não ofertados na rede estadual · Foto: Márcio Pinheiro

Crédito: Marcio PinheiroO programa também faz o agendamento de consulta e exames não ofertados na rede estadual

Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que precisam de tratamento em outros Estados, contam com a assistência do Programa de Tratamento Fora Domicílio (PTFD) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Somente em 2016 foram atendidas 2.871 pessoas pelo programa.

Atualmente, seis mil pacientes estão cadastrados no PTFD. Alguns realizam apenas o acompanhamento pós-tratamento, como os transplantados que devem retornar para avaliação, conforme especificação médica.

Todos os que saem para outros Estados recebem os benefícios do programa como ajuda de custo e complementação (para alimentação e a hospedagem do paciente e acompanhante) e passagens aéreas, inclusive para acompanhantes. Nos casos mais graves, os pacientes são transferidos por meio do serviço aero médico do Estado em uma UTI aérea.

Além disso, o PTFD é responsável pelo agendamento dos serviços de consulta, exames e diagnósticos - não ofertados na rede estadual - em outros centros de referência em todo o país. O paciente só se desloca após a confirmação da disponibilidade de vaga no local pretendido.

"A assistência é garantida aos usuários nos casos em que todas as alternativas de tratamento forem esgotadas aqui no Estado. Então iniciamos o processo de agendamento e encaminhamos para outros centros de referência”, explica a gerente-geral do PTFD, Iraciara Pontes.

Iraciara diz, ainda, que o agendamento é uma das grandes dificuldades do programa, pois depende da disponibilidade de vagas em outros hospitais para encaminhar o paciente. "Muitas vezes, o usuário não compreende que a demora no agendamento não depende apenas de nós. Fazemos o possível para garantir o tratamento de todos”, explica a gerente.

Mesmo diante da crise financeira que culminou com a queda da arrecadação e na redução dos repasses da saúde, o TFD fechou 2016 apenas com o mês de dezembro em aberto, que será quitado quando o orçamento de 2017 abrir.

Para o usuário ter acesso ao serviço é preciso passar, anteriormente, pelas assistências de saúde do município e do Estado. Quando todas as alternativas forem esgotadas, ou o tratamento não for realizado no local de residência, o paciente é encaminhado ao TFD para tratamento em um centro de referência em todo o país.

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