sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PRÉ-COP

Amapá encerra Conferência Estadual de Meio Ambiente com aprovação de 20 propostas e eleição de 30 delegados para etapa nacional

Em dois dias, evento reuniu 400 pessoas, entre representantes da sociedade civil, do poder público e do setor privado empresarial.

Alexandra Flexa
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Encerramento da Conferência reafirma o ato democrático entre os participantes
Encerramento da Conferência reafirma o ato democrático entre os participantes · Foto: Adriano Monteiro

O Amapá, escolheu, nesta quarta-feira (26), os 30 delegados dos segmentos sociedade civil, poder público e setor privado, que representarão o estado na 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, em Brasília (DF). A eleição ocorreu durante a Conferência Estadual que, em dois dias, reuniu 400 pessoas. Às vésperas da COP30, o encontro marca um novo ciclo para a gestão ambiental, conservação e desenvolvimento sustentável do estado.

CONFIRA AS 20 PROPOSTAS APROVADAS

No encerramento do encontro, a secretária de Estado do Meio Ambiente, Taisa Mendonça, ressaltou o processo como um ato democrático produtivo em relação às atividades desenvolvidas pelos participantes da Conferência.

Crédito: Adriano Monteiro/GEA
Taisa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente

"Esta Conferência foi algo histórico no Amapá, com uma grande participação social ativa dos agentes envolvidos, todos com o compromisso de fortalecer a gestão ambiental, colaborar para elaboração de políticas públicas ambientais no enfrentamento das mudanças climáticas. Além disso, os delegados eleitos tem a missão de ser a voz do Amapá no debate nacional e na COP30, defender e propor alternativas conforme a realidade do estado diante dos desafios da emergência climática", destacou a secretária. 

Entre os 30 delegados eleitos, tem representantes da sociedade civil, do poder público e do setor privado empresarial. No processo, foram garantidas as representações das comunidades tradicionais, povos originários e de origem afro.

Crédito: Adriano Monteiro/GEA
Secretário adjunto da Sema, Cássio Lemos

"O processo democrático foi um sucesso, entre os delegados eleitos nós temos pessoas que são ambientalistas, quilombolas, indígenas e gestores públicos que há anos estão presentes nas lutas ambientais. Então, o Amapá agora segue para etapa nacional, um importante momento para falar com propriedade sobre nossas particularidades e, ainda, colaborar e destacar o exemplo de sermos o estado mais preservado do país e defender propostas que garantam o equilíbrio do meio ambiente e da sustentabilidade", ressaltou o secretário adjunto da Sema, Cássio Lemos.

Essa é a história da agricultora quilombola e presidente da Associação dos Produtores Agroextrativistas do Assentamento Maracá de Mazagão, Maria José de Freitas, de 46 anos, eleita como uma das representantes dos povos tradicionais quilombolas.

Crédito: Adriano Monteiro/GEA
Delegada eleita, Maria José de Freitas

"Esse é um momento único, para mim é uma honra poder representar a minha região e o meu Amapá em Brasília na Conferência Nacional, sendo a voz do meu povo e dos agricultores, dos agroextrativistas que trabalham cultivando a terra, uma de nossas maiores riquezas. Tivemos um grande apoio que demonstra a união do movimento social e compromisso do Governo do Estado, do governador Clécio Luís, que nos representa dignamente nas questões ambientais e na sustentabilidade", afirmou a agricultora. 

Propostas 

O Governo do Amapá promoveu um amplo diálogo sobre as questões ambientais. O encontro contou com a participação de 15 municípios, que debateram os cinco eixos temáticos que buscam organizar as propostas em relação às mudanças do clima com foco em mitigação, adaptação e preparação para desastres, transformação ecológica, justiça climática, governança e educação ambiental.

Crédito: Adriano Monteiro/GEA
Delegados eleitos que irão representar o Amapá na Conferência Nacional de Meio Ambiente

Em plenária realizada no encerramento do encontro, também foram votadas quatro proposições de cada eixo temático, somando 20 propostas, que serão levadas para a Conferência Nacional, realizada no período de 6 a 9 de maio, em Brasília (DF). As diretrizes que serão apresentadas são fundamentais para fortalecer ações locais e regionais em todo o país, além de serem preparativos para a COP30, a "COP da Amazônia", que este ano acontece em Belém, no Pará.

Entre as propostas que norteiam as diretrizes ambientais, a plenária geral aprovou a exploração do petróleo e gás na Margem Equatorial. A proposta afirma a exploração de forma sustentável para financiar a transição energética, justa e ecológica, além de garantir medidas compensatórias e uma repartição justa, respeitando as comunidades tradicionais.

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