
O Governo do Amapá reuniu técnicos e gestores educacionais para discutir a aplicação integrada da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ) nas escolas da rede estadual de ensino. O encontro aconteceu nesta sexta-feira, 14, na Secretaria de Estado da Educação (Seed), em Macapá.
A política foi adotada no estado no ano passado e busca promover ações e políticas educacionais que visam a superação de desigualdades étnico-raciais e do racismo em ambientes escolares, além de consolidar a modalidade de educação escolar quilombola. A ideia é de que a implementação seja efetivada ao longo de etapas e de forma contínua.
“Essa é uma política impulsionadora e fico muito feliz de estarmos reunidos porque as políticas públicas não podem ficar isoladas, elas têm que ser integradas. E iniciamos isso aqui, agora. Tenho certeza que vai ter muita coisa boa aqui para desenvolvermos”, afirmou a secretária de Estado da Educação, Sandra Casimiro.
Para a coordenadora do PNEERQ do Amapá, Maria Aurea dos Santos, a política estabelece metas e diretrizes para as redes de ensino, além de promover a formação de profissionais nas áreas de gestão educacional e educação para relações étnico-raciais e educação escolar quilombola.
“Essa política é fundamental para que a gente possa trabalhar a inclusão do nosso povo negro, indígena e quilombola, porque é uma iniciativa de equidade que vem combater o racismo, discriminação e preconceito em todas as suas práticas. E é importante começar a aplicação pela gestão porque fica mais fácil adentrarmos nas escolas para podermos fazer o trabalho corretamente”, explicou Aurea.
Segundo o coordenador de Educação Específica da Seed, Emerson Ramos, a adesão e implementação dessa política refletem o compromisso do Governo do Amapá com a igualdade racial, reconhecendo a educação como um pilar importante para o alcance da equidade.
“A Seed fez adesão no ano passado para o desenvolvimento dessa política a nível de Estado. Então, esse momento aqui é para que a gente comece a discutir como é que vai se dar o desenvolvimento dessa política. Pelo entendimento de que a pauta antirracista e as relações étnico-raciais é uma política de rede, precisamos fazer isso em todas as escolas estaduais, mas de forma integrada”, frisou Ramos.
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