sexta-feira, 16 de outubro de 2026

CARAVANA RURAL

‘Muita gente não acreditava e hoje assinei meu contrato’, diz agricultora ao conseguir linha de crédito em atendimento rural itinerante no Amapá

Waldilene dos Santos é moradora do assentamento PA Nova Vida, em Tartarugalzinho, participou da ação do Governo do Estado.

Cristiane Mareco
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Waldilene dos Santos, do assentamento PA Nova Vida, foi uma das agricultoras beneficiadas com a linha de crédito com suporte do Rurap
Waldilene dos Santos, do assentamento PA Nova Vida, foi uma das agricultoras beneficiadas com a linha de crédito com suporte do Rurap · Foto: Cristiane Mareco

Agricultores rurais do município de Ferreira Gomes assinaram contratos de créditos com o Banco da Amazônia (Basa), na terça-feira, 25, após trabalho itinerante realizado pelo Governo do Amapá na Caravana de Atendimento Rural, que percorreu regiões rurais com serviços voltados ao desenvolvimento e fortalecimento do segmento.

Entre os produtores aprovados para receber o financiamento, com suporte das equipes do Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural (Rurap), a agricultora Waldilene dos Santos, moradora do assentamento PA Nova Vida, na zona rural de Tartarugalzinho, celebrou o momento em que assinou o documento e exaltou que agora poderá crescer e concretizar sonhos.

Crédito: Cristiane Mareco/GEA
Waldilene recebeu suporte do Rurap e Basa

"Estou muito feliz de ter sido contemplada com essa linha de crédito, tenho total apoio do Rurap. Muita gente não acreditava, mas eu acreditei e hoje estou aqui assinando o meu contrato, que vai ser muito útil para mim e para o meu terreno" comemorou a agricultora. 

Atualmente, o Rurap aplica recursos financeiros por meio das linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Fundo de Desenvolvimento Rural do Amapá (Frap), financiando projetos individuais ou coletivos, que aumentam a produtividade e geram renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. 

Crédito: Cristiane Mareco/GEA
Acesso ao crédito é resultado dos trabalhos contínuos realizados pelo Rurap e demais órgãos de extensão rural

Para ser beneficiado, o agricultor deve procurar o Rurap, além de outras empresas ou profissionais credenciados, para que este obtenha o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), que é emitido pelos técnicos do órgão com base no levantamento de dados das atividades produtivas e renda anual das famílias que vivem e produzem no campo.

A partir disso, o Rurap auxilia na elaboração da proposta de crédito em nome do agricultor interessado e envia aos bancos parceiros do Pronaf, a exemplo do Banco da Amazônia. Atualmente o instituto rural disponibiliza 20 escritórios nos 16 municípios e quatro distritos, com mais de 200 profissionais à disposição do agricultor familiar rural. 

Crédito: Cristiane Mareco/GEA
Diretor-presidente do Rurap, Jorge Rafael (camisa branca)

"Esses agricultores durante muito tempo acreditavam que o crédito rural era uma realidade distante, feita apenas para atender interesses de grandes produtores e fazendeiros, mas não para o pequeno agricultor familiar. Estamos mudando este cenário com o compromisso de trabalho do Governo do Amapá, que foca nas pessoas que realmente vivem e produzem no campo e na floresta", pontuou o diretor-presidente do Rurap, Jorge Rafael.

Segundo o superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar no Amapá (MDA-AP), Van Vilhena, atualmente o estado tem à disposição R$ 120 milhões para ser acessado pelos agricultores familiares. 

"No Plano Safra do ano passado nós tínhamos R$ 100 milhões e conseguimos acessar R$ 37 milhões, sendo que no plano safra deste ano, que ainda está em vigor, já fizemos com que os agricultores acessem R$ 27 milhões", explicou Van Vilhena.

O Pronaf possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais (entre 0,5% a no máximo 6% ao ano), além dos maiores prazos de carência e melhores taxas de rebatimento (descontos de até 40% sobre o valor total do empréstimo quando as parcelas são pagas em dia). O acesso inicia-se a partir da necessidade do crédito, seja para o custeio da safra ou atividade agroindustrial, seja para o investimento em máquinas, equipamentos ou infraestrutura de produção e serviços agropecuários ou não agropecuários.

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