sábado, 17 de outubro de 2026

DIREITO DAS MULHERES

Representantes da Rede de Atendimento à Mulher participam de qualificação para enfrentamento à violência doméstica e de gênero

A iniciativa do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) abordou os estudos de gênero, feminismo e masculinidade, combinando com métodos ativos e reflexivos de grupos.

Alice Palmerim
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Capacitação no curso “Facilitador de Círculos Reflexivos para Autores de Violência contra as Mulheres”
Capacitação no curso “Facilitador de Círculos Reflexivos para Autores de Violência contra as Mulheres” · Foto: Nátane Oliveira

Representantes da Rede de Atendimento à Mulher (RAM) no estado participaram do curso “Facilitador de Círculos Reflexivos para Autores de Violência contra as Mulheres”, promovido pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), em Macapá. A iniciativa abordou por três dias a condução de grupos reflexivos voltados à responsabilização e conscientização de homens autores de violência.

A capacitação, realizada pela Escola Judicial do Amapá (EJAP) de 12 a 14 de fevereiro, buscou qualificar profissionais do Judiciário e de instituições parceiras, como a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar, além representantes dos Centros que pertencem à Secretaria de Políticas para Mulheres (SEPM) de Macapá, Santana, Mazagão, Porto Grande, Laranjal do Jarí e Oiapoque.

“É primordial essa atualização envolvendo todos os órgãos que compõem a Rede de Atendimento no Estado. Estamos viabilizando a participação dos nossos centros, porque para o enfrentamento à violência doméstica e de gênero precisamos dessa união”, destacou a secretária de Políticas para Mulheres, Adriana Ramos. 

Crédito: Sepm
Representantes da Rede de Atendimento à Mulher que participaram da capacitação do Tribunal de Justiça do Amapá

A metodologia, com 20 horas, abordou os estudos de gênero, feminismo e masculinidade, combinando com métodos ativos e reflexivos de grupos, além de utilizar instrumentos psicológicos e sociológicos para a compreensão e intervenção na construção social das violências de gênero.

De acordo com o formador Adriano Beiras, o curso atende uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que estimula a criação de grupos reflexivos como parte da política nacional. 

Crédito: Nátane Oliveira/Sepm
Formador Adriano Beiras

“A participação dos profissionais que lidam com a prevenção e o combate à violência contra mulheres é fundamental, trabalhamos os desafios na produção de uma política pública judiciária de trabalho e atenção para homens atores de violência, porque precisa existir esse trabalho com eles, dialogando sobre suas questões emocionais, habilidades na resolução de conflitos. A esperança é que a partir desse curso possamos ter mais políticas públicas concentras, direcionamento de recursos e possibilidade de aprimoramento, aqui no Amapá”, esclareceu Beiras.  

Uma das participantes foi a coordenadora do Centro de Referência em Atendimento de Oiapoque, Nátane Oliveira, que ficou bastante motivada com a troca de experiências, e os desafios de cada instituição. 

“O curso foi bastante significativo, porque deu oportunidade para a gente entender e aperfeiçoar nossa metodologia, principalmente, porque já trabalhamos com o grupo ‘Homens pelo Fim da Violência’. E dar espaço para a escuta especializada e entender as demandas dos homens para fazer com que os grupos reflexivos se tornem mais eficientes no combate à reincidência da violência”, pontuou a participante.

Crédito: Nátane Oliveira/Sepm
A metodologia abordou os estudos de gênero, feminismo e masculinidade, combinando com métodos ativos e reflexivos de grupos
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