sábado, 17 de outubro de 2026

PREVENÇÃO

Governo do Amapá inicia aplicação de medicamento contra doenças respiratórias em bebês prematuros no Hospital da Mulher Mãe Luzia

Palivizumabe previne contra infecção pelo vírus sincicial respiratório, como pneumonia e bronquite, reduzindo as internações.

Redação
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Governo do Amapá iniciou esta semana, a aplicação do medicamento palivizumabe
Governo do Amapá iniciou esta semana, a aplicação do medicamento palivizumabe · Foto: Gabriel Maciel

Para aumentar a proteção de recém-nascidos contra doenças respiratórias, em especial as infecções provocadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), como pneumonia e bronquite, o Governo do Amapá iniciou esta semana, a aplicação do medicamento palivizumabe aos bebês internados no Hospital da Mulher Mãe Luzia, em Macapá.

A medida reforça os cuidados no período sazonal do inverno amazônico, de janeiro a maio, quando a incidência de doenças pulmonares é maior. O trabalho é coordenado de maneira multidisciplinar pela Estratégia QualiNEO, que atua na redução da mortalidade neonatal, e executado pelo Núcleo de Saúde e Segurança do Paciente.

“A maternidade redobra a atenção todo início de ano, quando é comum os casos de doenças respiratórias. Nosso objetivo é reduzir as internações, proteger os bebês especialmente do vírus sincicial respiratório”, pontuou a diretora do Hospital da Mulher Mãe Luzia, Cristiane Barros.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Bebês prematuros recebem a dose do medicamento que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório

O imunizante é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes que obedecem aos seguintes critérios:

  • Crianças nascidas prematuras, com idade gestacional de até 28 semanas e 6 dias, até 1 ano incompletos;
  • Criança com idade inferior a 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade ou displasia bronco pulmonar;
  • Crianças com idade inferior a 2 anos com doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada.

Medicamento

O palivizumabe é um anticorpo monoclonal, uma proteína produzida em laboratório que imita a capacidade do sistema imunológico de combater os vírus. Não se trata de uma vacina, e sim, um medicamento que inibe o processo de invasão viral, neutralizando o vírus e bloqueando a fusão célula a célula. Ele não imuniza contra outros vírus como o da influenza. 

O medicamento teve ser tomado com a criança sadia, como uma forma de prevenir os possíveis casos de doenças pulmonares. Ele impede que o vírus se replique no corpo da criança, já o uso em adultos não é recomendado. 

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Palivizumabe é um anticorpo monoclonal fornecido pelo SUS
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