Durante a reunião, modelo de gestão e o ensino militar foram apresentados ao Conselho de Educação
Em 2017, as escolas estaduais Antônio Messias e Risalva Freitas do Amaral passarão a funcionar como Escola Militar. A implantação do modelo de ensino nessas unidades foi debatida entre a Secretaria de Estado da Educação (Seed) e o Conselho Estadual de Educação do Amapá (CEE), nesta sexta-feira, 16, na capital.
Na oportunidade, a titular da Seed, Goreth Sousa, bem como a equipe técnica da secretaria e as comissões pedagógicas da Polícia Militar do Amapá (PM-AP) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP), apresentaram o modelo de gestão e ensino militar ao Conselho, e esclareceram os principais pontos sobre a implantação.
A apresentação mostrou quais critérios foram estabelecidos no processo para a escolha das unidades, como será a gestão e o ensino, o padrão de funcionamento, a participação da comunidade escolar, assim como os benefícios à sociedade com o resgate do civismo e da valorização social, entre outros.
Escola Antônio Messias
A Escola Estadual Antônio Messias, localizada no bairro Zerão, Zona Sul da capital, terá a gestão compartilhada entre a Seed e a Polícia Militar. Em novembro deste ano, os órgãos deliberaram audiência pública com pais, estudantes, líderes comunitários e de entidades estudantis ligados à unidade, além da equipe docente, visando garantir transparência e diálogo com todas as partes envolvidas.
A escola foi escolhida por meio de uma vistoria técnica da PM que identificou os requisitos que obedecem ao padrão estabelecido para a implantação do modelo militar, tais como a ampla abrangência do impacto social no bairro da escola e a infraestrutura predial.
Segundo a comissão pedagógica da PM, a escola deverá contar com projetos sociais já desenvolvidos pelo órgão de segurança como o Peixinhos Voadores, com aulas de natação, Cidadão Mirim e Proerd.
Atualmente, a escola Antônio Messias atende cerca de 1.300 alunos que cursam os ensinos Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Será necessário o remanejamento dos alunos da EJA, que frequentam a escola no período noturno, para outras unidades no mesmo bairro, sem qualquer prejuízo, também esclarecido à comunidade.
Uma equipe técnica da Polícia Militar visitou as escolas militares que funcionam em Manaus (AM), no intuito de verificar de perto como essas instituições funcionam e replicar as boas práticas no Amapá.
Escola Risalva Freitas do Amaral
A Escola Estadual Risalva Freitas do Amaral, localizada no bairro Pantanal, Zona Norte da capital, terá a gestão compartilhada entre Seed e Corpo de Bombeiros. A comissão do órgão de segurança anunciou, durante a reunião, que a escola foi escolhida por obedecer aos seguintes critérios: localização na Zona Norte; maior abrangência (atende alunos de 14 bairros, em média); possuir ampla estrutura física e estar inserida em uma área de vulnerabilidade social.
Segundo o CBM, os alunos farão parte de projetos sociais já desenvolvidos pela instituição, bem como usarão uniforme padronizado característico. Haverá, ainda, o apoio de monitores que contribuirão para a organização do ambiente e disciplina no espaço escolar. A proposta é agregar uma coordenação disciplinar que auxilie os estudantes na mudança progressiva para adaptação ao modelo militar.
Para a secretária Goreth Sousa, a implantação das primeiras escolas militares no Amapá é um avanço para a educação do Estado e um grande passo para tornar a educação pública com a qualidade que a sociedade almeja.
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