sexta-feira, 16 de outubro de 2026

EDUCAÇÃO INDÍGENA

Governo do Estado integra parceria para formação de professores pertencentes aos povos indígenas do Amapá e Norte do Pará

Curso de licenciatura visa a formação de 70 docentes de nove etnias para atuação em seus próprios territórios.

Joyce Batista
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Governo do Amapá garante transporte de 70 indígenas durante quatro anos de curso de graduação
Governo do Amapá garante transporte de 70 indígenas durante quatro anos de curso de graduação · Foto: Evandro Vilhena

O Governo do Amapá está viabilizando, em parceria com outros órgãos públicos, a formação de 70 professores pertencentes a nove povos indígenas de todo o estado e do Norte do Pará, por meio do curso de Licenciatura Intercultural Indígena. A aula inaugural ocorreu nesta sexta-feira, 10, no campus Marco Zero da Universidade Federal do Amapá (Unifap), em Macapá.

A graduação faz parte do Programa de Formação Continuada de Professores (Parfor) Equidade, que foca na capacitação de docentes dentro das especificidades históricas e culturais dos povos tradicionais, possibilitando o ensino especializado e adaptado às realidades de cada região. Após a formatura, os novos educadores poderão atuar em qualquer uma das 54 escolas indígenas do Amapá.

Crédito: Evandro Vilhena/Seed
Secretária de Estado da Educação, Sandra Casimiro

“É um esforço coletivo para essa graduação. Em breve, esses alunos farão parte do Governo do Estado, daqui sairão os nossos professores que estarão atuando em nossas escolas. Inclusive, ressalto que já estamos com uma comissão formada para o concurso de professores indígenas para fortalecer essa educação específica nossa”, frisou a secretária de Estado da Educação, Sandra Casimiro.

A Secretaria de Estado da Educação (Seed) vai garantir toda a logística e mobilização dos estudantes durante os quatro anos de curso, no que diz respeito à transporte aéreo, além de acesso aos territórios localizados nos municípios de Oiapoque, Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio. Serão atendidos os povos Wajãpi, Tiriyó, Palikur, Karipuna, Kaxuyana, Galibi-Marworno, Galibi-Kali´nã e Apalai.

Crédito: Evandro Vilhena/Seed
Professor de educação indígena, Evilázio Pereira, comemora iniciativa

"Nós conseguimos fechar essa parceria para que se viabilizasse a vinda de nossos cursistas para cá, porque a universidade não teria recurso para possibilitar isso, dada a distância, a quantidade de combustível e tudo mais que é preciso", afirmou o coordenador do Parfor Equidade na Unifap, professor Ronaldo Manassés.

Segundo o professor e diretor pedagógico da Escola Indígena de Pedra Branca do Amapari, Evilázio Pereira, essa é a primeira vez que há uma formação voltada também para o ensino fundamental 2 e ensino médio. Até então, os cursos disponibilizados atendiam a docência do ensino fundamental nos anos iniciais.

Crédito: Evandro Vilhena/Seed
Coordenador do Parfor Equidade na Unifap, professor Ronaldo Manassés

"É um sonho realizado e isso vai fortalecer muito as nossas escolas, porque ninguém faz melhor do que a gente mesmo. Então, eles estão se preparando para esse protagonismo da educação escolar indígena, para serem futuros diretores,  pedagogos e professores. Isso vai dar um salto de qualidade dentro da educação, porque é muito mais fácil toda a fala com o indígena", comemora Pereira.

Crédito: Evandro Vilhena/Seed
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