sábado, 17 de outubro de 2026

SEGURANÇA PÚBLICA

Governo do Estado e Ministério da Justiça concluem ação de individualização da pena e classificação da população carcerária

O Amapá foi o 3º estado do país a receber o mutirão e concluir 100% da catalogação de pessoas privadas de liberdade. Iniciativa busca a melhor forma de reintegrar o preso à sociedade.

Marcelle Corrêa
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Dentre as metas cumpridas, o Amapá foi o primeiro estado do Brasil a classificar 100% da população carcerária do Iapen
Dentre as metas cumpridas, o Amapá foi o primeiro estado do Brasil a classificar 100% da população carcerária do Iapen · Foto: Nayana Magalhães

Crédito: Nayana Magalhães/GEADentre as metas cumpridas, o Amapá foi o primeiro estado do Brasil a classificar 100% da população carcerária do IapenReintegração social, respeito aos direitos humanos e eficiência do sistema penal foram os principais pontos da Ação de Individualização da Pena e Implementação da Classificação de Pessoas Privadas de Liberdade, promovido pelo Ministério da Justiça em parceria com o Governo do Estado. O balanço final da ação foi apresentado na quinta-feira, 28, no auditório da Defensoria Pública do Amapá.

Dentre as metas cumpridas, o Amapá foi o primeiro estado do Brasil a classificar 100% da população carcerária que cumpre pena no Instituto de Administração Penitenciária (Iapen). Os trabalhos duraram 30 dias e contaram com o levantamento de dados dos internos coletados em atendimentos individualizados por equipes técnicas, formadas por servidores do Espírito Santo, Rondônia, Maranhão, Rio Grande do Norte, Tocantins, Paraíba, Goiás, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Alagoas.

Crédito: Nayana Magalhães/GEAJosé Neto, secretário de Segurança Pública do Amapá "É algo inédito, somos o primeiro estado que tem 100% da população carcerária totalmente classificada, e isso irá nos permitir, uma administração mais eficaz do nosso sistema penitenciário, garantir os direitos de todos os custodiados, o que vai permitir uma análise mais profunda, mais apurada das progressões dos direitos que são inerentes, como estudar, trabalhar, que é justamente o que procuramos fazer no dia a dia da gestão", enfatizou José Neto, secretário de Estado da Segurança Pública.

A ação foi realizada pelo Iapen e a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen/MJ) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.

Crédito: Nayana Magalhães/GEAAção foi realizada pelo Iapen e a Sejusp, com a Senappen/MJ e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e CrimeO principal foco dos serviços em todo o país é realizar estratégias que possibilitem promover a utilização mais eficiente dos recursos no sistema penitenciário, classificando apropriadamente os apenados para regimes que melhor atendam suas condições, podendo, dessa forma, melhorar a superlotação desnecessária de determinados regimes e aumentar o êxito das intervenções penais.

Crédito: Nayana Magalhães/GEAAna Lívia Fontes"No Amapá fizemos a classificação e o atendimento de aproximadamente 3,3 mil pessoas privadas de liberdade. Atendemos esse quantitativo em todas as unidades prisionais, inclusive a unidade prisional de Oiapoque. Esse foi um trabalho muito importante para nós, enquanto fomentadores de políticas públicas, porque podemos conhecer essa parcela da população prisional do estado, e, com isso, criar políticas públicas, de fato efetivas que atendam as necessidades e especificidades dessa região do país", explicou Ana Lívia Fontes, coordenadora nacional de Assistência Social da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen/MJ).

Crédito: Nayana Magalhães/GEAPrincipal foco dos serviços é realizar estratégias que promovam a utilização mais eficiente dos recursos no sistema penitenciárioA comissão multidisciplinar, incluiu profissionais especializados, como psicólogos, assistentes sociais, médico, psiquiatra e outros profissionais que compõe o sistema penal. Estes membros realizaram as coletas de informações, análises e avaliações individualizadas, assegurando um processo justo e equilibrado para cada pessoa privada de liberdade.

A pesquisa penitenciária conheceu as necessidades dos custodiados junto às assistências de saúde, educação, trabalho, além de verificar as políticas públicas que o preso possa ser inserido como forma de tornar seu retorno à sociedade possível reduzindo os índices de reincidência no Iapen.

Crédito: Nayana Magalhães/GEADayane Oliveira, diretora em exercício do Iapen"O nosso objetivo primordial é cumprir a Lei de Execução Penal e melhorar a possibilidade de educação e trabalho no sistema prisional. Passaremos a instituir dentro do Iapen a Comissão Técnica de Classificação, e, toda e qualquer pessoa que ingresse no sistema prisional amapaense irá passar por essa classificação', informou Dayane Oliveira, diretora em exercício do Iapen.

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