sábado, 17 de outubro de 2026

EMPODERAMENTO FEMININO!

Governo do Estado realiza debate sobre equidade racial com mulheres na fronteira, em Oiapoque

Programação faz parte das comemorações pelo Dia da Consciência Negra, comemorado na quinta-feira, 20 de novembro.

Alice Palmerim
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Roda de conversa promoveu a reflexão contra o racismo, o preconceito e a busca pela inclusão social
Roda de conversa promoveu a reflexão contra o racismo, o preconceito e a busca pela inclusão social · Foto: Cram Oaipoque

Crédito: Cram OaipoqueRoda de conversa promoveu a reflexão contra o racismo, o preconceito e a busca pela inclusão socialCom o intuito de promover a reflexão contra o racismo, o preconceito e a busca pela inclusão social, o Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram) de Oiapoque, no extremo Norte do Amapá, realizou nesta quinta-feira, 21, na sede da unidade no bairro Planalto, a roda de conversa ‘Respeito, Igualdade e Solidariedade’. 

O encontro contou com a participação do coletivo de mulheres negras, pessoas atendidas pelo Cram e sociedade civil. A coordenadora do Cram, Nátane Oliveira, falou da motivação para a construção do encontro. 

"A pauta da mulher negra é evidenciada no dia 20, Dia da Consciência Negra, mas é imprescindível lembrarmos que o compromisso do Governo do Estado em garantir direitos, proteção e igualdade às amapaenses é diário”, reforçou Nátane.

Uma das participantes foi a assistente social, Jaqueline Picanço, de 39 anos, que alertou sobre a violência que a mulher negra sofre.

"O racismo contra as mulheres negras também é um tipo de violência. Precisamos denunciar e intervir, além de apoia e dar voz às mulheres negras, e continuar mantendo o diálogo entre as instituições e a sociedade para continuar promovendo ações contra o racismo e incentivando para que possamos também ser antirracistas”, disse Jaqueline. 

A cientista social, especialista em comunidades tradicionais, pós-graduanda em psicologia da descolonização, Ana Paula Fonte, de 45 anos, discorreu sobre a importância da iniciativa.  

“O momento é uma abertura de janelas nos muros do racismo, inclusive do racismo institucionalizado ainda tão presente em nosso país. É urgente fomentar essa discussão, e ver um órgão público abrir as portas para esse debate é algo inovador, até mesmo histórico para uma cidade de fronteira. Parabéns ao Coletivo de Mulheres Negras por cobrar essa pauta tão necessária à construção de um país mais justo e equânime e ao Cram Oiapoque por aceitar esse desafio”, pontou a especialista.

Crédito: Cram OaipoqueO encontro contou com a participação do coletivo de mulheres negras, mulheres atendidas pelo Cram e sociedade civil

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