sábado, 17 de outubro de 2026

AMAPÁ AFRO

‘Momento de autoconhecimento e respeito à ancestralidade’, pontua governador Clécio Luís sobre 1º Encontro dos Quilombos do Amapá

Gestor destacou a importância do evento para valorizar a cultura quilombola e promover um modelo de desenvolvimento sustentável e inclusivo para as comunidades remanescentes no Amapá.

Winicius Tavares
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No Quilombo do Rosa, na Zona Rural de Macapá, governador Clécio Luís dialogou com as comunidades
No Quilombo do Rosa, na Zona Rural de Macapá, governador Clécio Luís dialogou com as comunidades · Foto: Maksuel Martins

Crédito: Maksuel Martins/GEANo Quilombo do Rosa, na Zona Rural de Macapá, governador Clécio Luís dialogou com as comunidadesNo 1º Encontro dos Quilombos do Amapá o governador Clécio Luís ressaltou na sexta-feira, 8, a relevância do evento para discutir a realidade da população afro-amapaense, destacando a importância de construir um modelo de crescimento que respeite as particularidades da região, com base na identidade e cultura das mais de 40 comunidades remanescentes tituladas e certificadas no estado.

“Que esse encontro seja um momento de autoconhecimento, autodeterminação, respeito à ancestralidade e construção de boas propostas para o desenvolvimento. Somos um Estado que reconhece e valoriza suas áreas quilombolas, onde as pessoas ocupam seu espaço e se desenvolvem, tanto individualmente quanto em suas atividades econômicas possíveis", pontuou o governador Clécio Luís.

Crédito: Maksuel Martins/GEAGovernador do Amapá, Clécio Luís

Durante a cerimônia, o governador participou da assinatura do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que dará acesso a linhas de créditos às comunidades quilombolas, a entrega de quatro Cadastros Ambientais Rurais coletivos, que irá beneficiar 262 famílias, e do selo “Quilombos do Brasil”, do Governo Federal, que identifica produtos de origem étnica e territorial. 

“Em nome do ministro Paulo Teixeira e do presidente Lula, reforçamos que isso demonstra o compromisso e dedicação aos povos quilombolas. Ficamos muito tempo sem avanços, mas agora voltamos mais fortes, graças ao seu governo e ao apoio do presidente Lula. E daqui em diante, seguiremos ainda mais fortes”, reforça o superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar no Amapá, Edivandro Vilhena. 

Crédito: Maksuel Martins/GEASuperintendente do MDA no Amapá, Edivandro Vilhena

Clécio Luís destacou as iniciativas como forma de fortalecer a economia dos quilombos mediante práticas sustentáveis. O gestor defendeu o direito dessas comunidades de propor modelos de desenvolvimento aos governos, visando criar oportunidades que mantenham os jovens em suas terras, evitando a migração para áreas urbanas. 

“Tenho falado muito sobre desenvolvimento, mas é importante destacar que não pode ser de qualquer forma, nem com modelos importados. A Amazônia, que muitos ainda desconhecem, é também uma Amazônia negra. Temos que exaltar isso e lembrar que, sob essas copas de árvores, existem diversas comunidades quilombolas que lutam pelo direito de se desenvolver”, pontuou Clécio Luís. 

Crédito: Maksuel Martins/GEAGovernador Clécio assinou o documento que garante recursos para agricultores do quilombo

Por priorizar o povo negro amapaense na promoção de políticas públicas afirmativas, o Amapá possui o status pleno no Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Senapir). A marca garante a prioridade no acesso a recursos federais para fomento de projetos. Com a participação de quatro municípios, o estado é o segundo do Brasil a alcançar a certificação. 

1º Encontro dos Quilombos do Amapá 

A programação acontece na comunidade do Rosa, no KM-24 da BR-156, na região rural de Macapá, e se estende até sábado 9. O evento é coordenado pela Fundação Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Fundação Marabaixo), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da deputada estadual Dayse Marques.

Crédito: Maksuel Martins/GEAMais de 40 quilombos se uniram para confraternizar e socializar ideias em comumCrédito: Maksuel Martins/GEAEntregas beneficiam à comunidade e contribuem para igualdade racial no estadoCrédito: Maksuel Martins/GEAMomento foi para ouvir a população negra do Amapá

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