Tempo de resposta ao tratamento desses pacientes também foi debatido no encontro
O tempo de resposta ao tratamento desses pacientes também foi debatido no encontro. Desde 2015, o Comitê Gestor vem realizando oficinas com profissionais de hospitais e unidades básicas de saúde, para capacitá-los quanto ao preenchimento correto das fichas de notificação em relação à cor e raça.
"O quesito cor e raça não está sendo preenchido nesses primeiros locais de atendimento. Os funcionários desses locais ficam com vergonha de perguntar qual é a cor do usuário e isso não nos dá precisão ", explicou Pedro Alencar, presidente do Comitê.
A declaração da cor e raça do usuário que está sendo atendido pelo SUS é importante para se ter noção e dimensão do tipo de atendimento que está sendo realizado e a quem está sendo direcionado.
“Campanhas como essas de declaração de cor e o reconhecimento de raça são importantes levarmos para dentro do SUS. É um trabalho que só anda se os elementos que o compõem o sistema estiverem caminhando juntos”, justificou Esdras Pereira, diretor do Departamento de Apoio à Gestão Participativa do MS.
Já foram realizadas três oficinas com profissionais da rede pública de saúde que fazem o preenchimento das fichas. Elas ocorreram com base na portaria nº 724/2015, assinada e regulamentada pela Sesa, que torna obrigatório o preenchimento da cor e raça do paciente logo que ele dê entrada em qualquer unidade de saúde.
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