sábado, 17 de outubro de 2026

FOMENTO CULTURAL

Governo do Amapá prorroga edital ‘Mãe Dulce’ de valorização de comunidades de matriz africana e povos de terreiros

Inscrições seguem abertas até 26 de setembro. Seleção busca fortalecer o segmento dentro do estado com investimento de até R$ 10 mil em orçamentos de projetos de políticas sociais e estruturais.

Redação
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Seleção de projetos busca fortalecer a cultura e economia das comunidades de terreiros e povos de matriz africana
Seleção de projetos busca fortalecer a cultura e economia das comunidades de terreiros e povos de matriz africana · Foto: Gabriel Penha

Por Amanda Ísis

Crédito: Gabriel Penha/GEASeleção de projetos busca fortalecer a cultura e economia das comunidades de terreiros e povos de matriz africana

O Governo do Amapá prorrogou até 26 de setembro as inscrições para o edital “Mãe Dulce”, para a seleção de 30 projetos de política social, estruturação e economia do axé, cultura e agroecologia. A iniciativa busca fortalecer a economia e a cultura de comunidades de terreiros e povos de matriz africana.

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CONFIRA O EDITAL E ANEXOS

Coordenado pela Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Amapá (Fundação Marabaixo), a seleção visa apoiar a difusão cultural, valorização e promoção de ações afirmativas contra a intolerância religiosa e o preconceito, além de assegurar a preservação do patrimônio cultural imaterial das comunidades tradicionais.

A diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos, explica que o edital faz parte das políticas públicas afirmativas do Governo do Estado, que valorizam e garantem que a cultura do chamado “povo de axé” se mantenha viva.

“O ‘Mãe Dulce’ chega para garantir a política pública afirmativa de equidade fazendo valer a garantia de direitos, valorizando e respeitando as tradições dos povos tradicionais de terreiro. Ele garante condições de manter viva a sua cultura, que é ancestral. Garantir fomento onde o povo de axé possa desenvolver seus projetos é olhar e valorizar quem cultua a vida e as origens de matrizes africanas no Amapá”, esclarece a diretora.

Crédito: Jorge Junior/GEAProjetos contemplados serão beneficiados em categorias de R$ 3 a R$ 10 mil

Os projetos contemplados serão beneficiados em categorias de R$ 3 a R$ 10 mil. Podem concorrer pessoas físicas ou jurídicas, incluindo coletivos sem CNPJ, desde que residam no Amapá há pelo menos 5 anos. Serão avaliados a relevância do projeto para a comunidade, coerência no orçamento, avaliação técnica e mérito cultural.

Para participar, é necessário desenvolver um projeto cultural voltado para o fortalecimento das comunidades de terreiros e de matriz africana, como oficinas e capacitações com cursos de formação cultural, exposições afro-religiosas, festivais e eventos comunitários. Também podem ser inscritos projetos de manutenção ou reforma de espaços de terreiros, ações socioculturais com rodas de conversa e palestras, restauração estrutural e aquisição de equipamentos.

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