Professores, acadêmicos e gestores no Amapá têm até 2020 para submeter projetos junto ao Programa de Cooperação Interreg para Amazônia (PCIA) e acessar o fundo de investimentos administrado pela União Europeia. Esses recursos atendem convênios firmados entre a Guiana Francesa e regiões vizinhas, em especial Amapá, Pará e Amazonas.
A Universidade Estadual do Amapá (Ueap) participou do lançamento do PCIA, ocorrido na última semana de outubro, em Cayenne (Guiana Francesa). A professora Suellen Félix, do curso de Engenharia de Pesca, representou o Amapá no evento. "O Interreg destina 18 milhões de euros só para projetos voltados para regiões de fronteira. No caso do Brasil, seria o Oiapoque a área mais priorizada", disse.
Os recursos do PCIA serão destinados aos quatro eixos principais: fortalecimento do transporte, proteção e valorização da biodiversidade e patrimônio cultural, soluções para problemas sociais e sanitários de populações em situação de vulnerabilidade; e melhoria da competitividade empresarial da região.
Embora a Ueap esteja adiantada nas negociações sobre os financiamentos, o programa é voltado para todas as demais instituições de pesquisa e organizações em geral. "Os projetos são voltados para todas as instituições de ensino superior, ONGs e empresários", destacou Lidiane Rodrigues Vieira, assessora de relações internacionais da Agência de Desenvolvimento do Amapá. "Se existe alguma empresa de turismo, por exemplo, que tenha um bom projeto e queira submeter ao comitê, é possível", garantiu.
Apesar do prazo para firmar parceiras se estender até 2020, os representantes da França vêm apenas uma vez por ano à Cayenne para fechar os acordos e, caso o teto do programa seja atingido, os financiamentos serão encerrados.
Para orientar os interessados a formularem seus projetos com eficiência, a organização do PCIA disponibilizou, em todas as Secretarias do Estado, o Guia de Promotor de PCIA, encarte que explica como as entidades podem receber o financiamento por área de interesse, como o projeto deve ser elaborado e como conseguir apoio de uma instituição guianense para viabilizar o recurso.
"A universidade vem trabalhando para diminuir sua dependência orçamentária, e essa é uma boa oportunidade para as pesquisas contribuírem com o desenvolvimento econômico do Estado", disse o reitor Perseu da Silva Aparício.
A Ueap enviou dez projetos nas áreas de engenharia, de pesca, linguística e combate à malária. Para os dias 6 e 7 de dezembro está marcado outro evento, em Cayenne, com o objetivo de assinar os convênios já aprovados entre as instituições vizinhas e guianenses. Para ser aprovado, é obrigatório que o projeto seja elaborado em parceria com instituições da Guiana Francesa, pois os recursos financeiros serão operacionalizados em moeda europeia e não podem ser administrados fora do país.
Participaram das reuniões, na Guiana Francesa, o vice-governador do Estado, Papaléo Paes, representantes da Secretaria de Saúde, da Agência Amapá de Desenvolvimento, da Fecomércio, Secretaria das Cidades, além de empresários, investidores e enviados de outros países vizinhos.
A Universidade Estadual do Amapá (Ueap) participou do lançamento do PCIA, ocorrido na última semana de outubro, em Cayenne (Guiana Francesa). A professora Suellen Félix, do curso de Engenharia de Pesca, representou o Amapá no evento. "O Interreg destina 18 milhões de euros só para projetos voltados para regiões de fronteira. No caso do Brasil, seria o Oiapoque a área mais priorizada", disse.
Os recursos do PCIA serão destinados aos quatro eixos principais: fortalecimento do transporte, proteção e valorização da biodiversidade e patrimônio cultural, soluções para problemas sociais e sanitários de populações em situação de vulnerabilidade; e melhoria da competitividade empresarial da região.
Embora a Ueap esteja adiantada nas negociações sobre os financiamentos, o programa é voltado para todas as demais instituições de pesquisa e organizações em geral. "Os projetos são voltados para todas as instituições de ensino superior, ONGs e empresários", destacou Lidiane Rodrigues Vieira, assessora de relações internacionais da Agência de Desenvolvimento do Amapá. "Se existe alguma empresa de turismo, por exemplo, que tenha um bom projeto e queira submeter ao comitê, é possível", garantiu.
Apesar do prazo para firmar parceiras se estender até 2020, os representantes da França vêm apenas uma vez por ano à Cayenne para fechar os acordos e, caso o teto do programa seja atingido, os financiamentos serão encerrados.
Para orientar os interessados a formularem seus projetos com eficiência, a organização do PCIA disponibilizou, em todas as Secretarias do Estado, o Guia de Promotor de PCIA, encarte que explica como as entidades podem receber o financiamento por área de interesse, como o projeto deve ser elaborado e como conseguir apoio de uma instituição guianense para viabilizar o recurso.
"A universidade vem trabalhando para diminuir sua dependência orçamentária, e essa é uma boa oportunidade para as pesquisas contribuírem com o desenvolvimento econômico do Estado", disse o reitor Perseu da Silva Aparício.
A Ueap enviou dez projetos nas áreas de engenharia, de pesca, linguística e combate à malária. Para os dias 6 e 7 de dezembro está marcado outro evento, em Cayenne, com o objetivo de assinar os convênios já aprovados entre as instituições vizinhas e guianenses. Para ser aprovado, é obrigatório que o projeto seja elaborado em parceria com instituições da Guiana Francesa, pois os recursos financeiros serão operacionalizados em moeda europeia e não podem ser administrados fora do país.
Participaram das reuniões, na Guiana Francesa, o vice-governador do Estado, Papaléo Paes, representantes da Secretaria de Saúde, da Agência Amapá de Desenvolvimento, da Fecomércio, Secretaria das Cidades, além de empresários, investidores e enviados de outros países vizinhos.
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