sábado, 17 de outubro de 2026

EDUCAÇÃO

Governo do Amapá apoia retorno do Fórum de Educação Modular Agnaldo Baia após 13 anos

Durante o encontro, os profissionais da educação modular vão debater sobre os desafios e oportunidades da modalidade.

Léo Nilo
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Fórum é organizado pela Associação dos Profissionais do Sistema Modular de Ensino em parceria com a Seed
Fórum é organizado pela Associação dos Profissionais do Sistema Modular de Ensino em parceria com a Seed · Foto: Lidiane Lima

Crédito: Lidiane Lima/SeedFórum é organizado pela Associação dos Profissionais do Sistema Modular de Ensino em parceria com a Seed

Após 13 anos, os profissionais da educação modular estão reunidos para o "Fórum de Educação Agnaldo Baia", onde vão debater sobre os principais desafios e oportunidades da modalidade no Amapá. O Governo do Estado apoia o retorno do evento, que segue até domingo, 11, na sede campestre do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap).

O fórum é organizado pela Associação dos Profissionais do Sistema Modular de Ensino, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), e reúne professores e pedagogos do ensino modular fundamental, médio e indígena. O evento também recebe o apoio do senador Randolfe Rodrigues.

De acordo com o presidente da Associação, Claudio Peres, a ideia é reacender os debates sobre as práticas pedagógicas e condições de trabalho da educação modular.

“Vamos contar com palestras, rodas de conversa e mesas redondas. É um momento muito importante de discussão e reunião dos profissionais, e agradecemos o apoio do Governo do Amapá para a realização”, ressalta o presidente.

O sistema modular de ensino é uma estratégia para garantir o acesso à educação às comunidades que são afastados dos centros urbanos, como aldeias indígenas. Em um sistema de rodízio, todos os estudantes têm acesso aos conteúdos necessários. A modalidade atende cerca de 560 comunidades, em 15 municípios do Amapá.

O professor Evilázio Adalberto, de 43 anos, participa do encontro e conta que estudou o ensino médio através do sistema modular indígena, onde ele se apaixonou pela educação. Hoje, retorna às aldeias como educador, com a intenção de inspirar outras crianças para o magistério.

“Esse momento é importante para que possamos fortalecer cada vez mais o nosso trabalho, e com certeza quem vai ganhar com isso são os alunos. O retorno desse evento vem para nos fortalecer e nos faz conhecer os nossos direitos enquanto educadores. Sou fruto do ensino modular e quero proporcionar as mesmas oportunidades para outros estudantes”, conta o professor.

 

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