sábado, 17 de outubro de 2026

SAÚDE

Governador acompanha atendimentos e obras no Hospital de Santana para abertura de novos leitos emergenciais

Clécio Luís esteve nesta segunda-feira, 22, na unidade de saúde; uma força-tarefa está sendo feita para que novas alas sejam entregues nos próximos dias.

Worchiely Costa
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Obras no Hospital de Santana aceleram para entrega de novos leitos emergenciais
Obras no Hospital de Santana aceleram para entrega de novos leitos emergenciais · Foto: Netto Lacerda

Crédito: Netto Lacerda/GEAObras no Hospital de Santana aceleram para entrega de novos leitos emergenciais

Nesta segunda-feira, 22, o governador do Amapá, Clécio Luís, acompanhou os atendimentos no Hospital Estadual de Santana (HES), que também está recebendo pacientes com síndromes respiratórias e segue com as enfermarias superlotadas.

Clécio conversou com funcionários, escutou pacientes e constatou que a maioria das crianças internadas não receberam a vacina contra a Influenza. Elas são as principais afetadas.

"Estamos no nono dia de emergência em saúde pública. Assim como em Macapá e nos outros municípios, o hospital está lotado. E nós estamos fazendo um esforço gigantesco para garantir pessoal, insumos e medicamentos, leitos novos, tudo o que é necessário. Mas nós só vamos conseguir sair dessa crise, se vacinarmos as nossas crianças", reforçou o governador.

Junto com a secretária de Saúde, Silvana Vedovelli, o gestor também foi até as obras da unidade de saúde, que receberam uma força-tarefa para a entrega de novas alas com mais leitos nos próximos dias. A medida é mais uma das ações emergenciais para conter o surto de gripe que o Amapá enfrenta.

Crédito: Netto Lacerda/GEA

Em reunião com prefeitos e secretários de Saúde dos municípios no domingo, 21, o governador cobrou empenho das prefeituras no aumento da cobertura vacinal. A secretária de Estado da Saúde, Silvana Vedovelli alertou que diferente do que muitos pensam, o único impeditivo para que a criança não seja vacinada, é se ela estiver com febre.

"Podemos e devemos levar as crianças para serem vacinadas. Só dessa forma, vamos fazer o que estamos trabalhando tanto, que é continuar salvando vidas", pontuou Silvana.

As obras do novo prédio do Hospital Estadual de Santana estão com 85% dos serviços concluídos. Quando estiver pronto, o complexo contará com o Hospital de Emergência (HE) adulto e infantil, com 77 leitos clínicos, Centro Obstétrico e Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que terá enfermaria, sala vermelha, farmácia e centro cirúrgico, além da maternidade com capacidade para 20 leitos.

Crédito: Netto Lacerda/GEA

Dados epidemiológico
De janeiro até a primeira semana de maio deste ano, o Amapá teve aumento de 53,11% nos casos de síndrome gripal, e 108,33% evoluíram para as formas mais graves da doença, comparado ao mesmo período de 2022. No dia 13 de maio o Governo do Estado decretou situação de emergência, devido ao surto das síndromes respiratórias.

De acordo com levantamento da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), o vírus predominante em circulação no estado é o Vírus Sincicial Respiratória (VSR) presente em mais de 50% dos casos, além da Influenza A e B e o da Covid-19.

Recomendações importantes para a população:
Para reduzir os riscos de crianças desenvolverem bronquiolite e pneumonia nessa época do ano, o Ministério da Saúde reforça algumas medidas preventivas para redução da transmissibilidade dos vírus respiratórios.

  • Fortalecer as ações de educação em saúde quanto às medidas de prevenção e controle de das Síndromes Gripais e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG);
  • Utilização de máscaras em ambientes fechados, higienização frequente das mãos e distanciamento físico para pessoas suspeitas e/ou com sintomas de síndromes gripais,
  • Isolamento domiciliar, utilização de máscaras e higienização frequente das mãos para os casos confirmados em período de transmissão da doença;
  • Evitar fumar perto de crianças;
  • Evitar tocar os olhos, nariz ou boca de crianças, principalmente recém-nascidos;
  • Evitar o contato ou exposição de crianças com pessoas com sintomas respiratórios;
  • Evitar ambientes fechados e aglomerados, principalmente por crianças menores que seis anos no período de maior sazonalidade;
  • Crianças com sintomas respiratórios não devem frequentar escola e creches, shopping, templos religiosos, o afastamento previne o contágio.

Crédito: Netto Lacerda/GEA

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