sábado, 17 de outubro de 2026

SAÚDE

Amapá registra aumento de casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

O mosquito é vetor das doenças dengue, zika e chikungunya que tiveram aumento em relação a 2020, mas quando comparado a anos anteriores apresenta estabilidade.

Redação
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Ações de controle da dengue são desenvolvidas de forma permanente com os municípios.
Ações de controle da dengue são desenvolvidas de forma permanente com os municípios. · Foto: Nathan Zahlouth

Crédito: Nathan ZahlouthAções de controle da dengue são desenvolvidas de forma permanente com os municípios.

Comparado ao ano anterior, o estado do Amapá registrou aumento nos registros das doenças que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2021. O mosquito é vetor das doenças dengue, chikungunya e zika que estão com crescente de casos, entretanto, quando comparado a série histórica desde 2016 os dados são considerados estáveis.

Comparando o período de janeiro a outubro do ano de 2020 e 2021, o registro de casos da chikungunya passou de 6 para 94, também houve aumento nos casos de dengue, passou de 39 para 105 e de zika de 1 para 4.

Ainda em relação ao período de janeiro a outubro, desde 2016 as doenças têm apresentado decréscimo, no ano de 2017, por exemplo foram registrados o maior número de casos da chikungunya com 214 pessoas infectadas, o pico de dengue foi em 2016 com 1.807 casos, no mesmo ano a zika registrou 394 casos.

Mesmo com o registro de aumento, a série histórica pode traduzir que as doenças estão estáveis por apresentarem números abaixo da média.

Outro fator analisado pelos profissionais da área é que com a baixa da pandemia a circulação das pessoas e a busca por mais atendimento nas unidades básica passou a se notificar mais casos das doenças.

Para a contenção dos casos, o Governo do Estado tem desenvolvido diversas atividades de controle do vetor (mosquito Aedes aegypti), de forma permanente é realizada formação dos agentes de saúde ou de endemias do municípios, além de apoio técnico para que todos desenvolvam ações de combate e educação em saúde da população para que seja conscientizado evitar o acúmulo de água parada, limpeza dos quintais e todos os procedimentos para evitar os criadouros do mosquito.

"Embora haja um aumento de casos, as doenças estão estáveis quando analisamos os últimos anos, e também podemos considerar que é reflexo de uma nova conjuntura após a baixa da pandemia da covid-19, também precisamos contar com o apoio da população e continuaremos desenvolvendo ações nas áreas onde o vetor atua para manter essas doenças sob controle ", afirmou Rackel Barroso, Gerente do Núcleo de Vigilância Ambiental da SVS.

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