sábado, 17 de outubro de 2026

SAÚDE

Mês da Prematuridade: pré-natal correto é indispensável para prevenção de partos prematuros

Quando o bebê nasce antes das 37 semanas de gravidez, aumentam as chances de problemas respiratórios e de infecções.

Redação
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Entre janeiro e novembro deste ano, o HMML já atendeu 1.136 bebês considerados prematuros.
Entre janeiro e novembro deste ano, o HMML já atendeu 1.136 bebês considerados prematuros. · Foto: Albenir Souza

Crédito: Albenir SouzaEntre janeiro e novembro deste ano, o HMML já atendeu 1.136 bebês considerados prematuros.

O “Novembro Roxo” é considerado o Mês da Prematuridade Neonatal. No Amapá, o Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), é a referência no atendimento a bebês prematuros. A unidade conta com quase 60 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTINeo); Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (UCINCo); e Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa).

LEIA MAIS: Novembro Roxo: profissionais do HMML participam de oficina para aprimorar cuidados com bebês prematuros

Entre janeiro e novembro deste ano, o hospital já atendeu 1.136 bebês considerados prematuros, ou seja, que nasceram com menos de 37 semanas de gestação, ou prematuros extremos, que nasceram com menos de 32 semanas.

Crédito: Albenir Souza

Nascer antes do período certo aumenta as chances de problemas respiratórios causados pela imaturidade dos pulmões. O bebê prematuro também tem maior chance de contrair infecções causadas pela baixa imunidade.

O enfermeiro obstétrico Ronaldo Sarges, que atua no centro cirúrgico e sala de parto do HMML, estima que, na maioria desses casos, o parto prematuro aconteceu em razão de causas evitáveis que poderiam ter sido detectadas através do acompanhamento feito durante o pré-natal.

“Sabemos que existem situações em que o trabalho de parto prematuro não tem uma causa clara. Mas um pré-natal de qualidade diminui significativamente as chances dessa mãe ou bebê desenvolverem alguma complicação”, explicou.

Crédito: Albenir Souza

Prevenção

O acompanhamento da gestação deve ser feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), mantidas pelas redes municipais. O ideal é que a gestante faça, no mínimo, seis consultas durante a gravidez, sendo que a primeira deve acontecer, no máximo, até a 12ª semana.

Entre os principais fatores de risco para um parto prematuro, estão: infecções vaginais e do trato urinário, pré-eclâmpsia, que é o aumento da pressão arterial durante a gestação, diabetes gestacional e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

O pré-natal tem o objetivo de fazer um acompanhamento seguro para identificar esses agravos e indicar o tratamento necessário para que eles não evoluam de forma grave, evitando riscos tanto para a vida da mãe como para o bebê.

Para o caso de ser detectado algum fator de risco para a mulher ou criança, elas são encaminhadas para atendimento no pré-natal de alto risco oferecido pelo Hospital da Mulher, em que são adicionadas, no mínimo, mais cinco consultas de acompanhamento, reforçando os cuidados para a evolução segura da gestação.

Ronaldo ainda ressalta que, apesar de ser impossível apontar quais pacientes podem desenvolver complicações, é sempre importante estar alerta quanto aos fatores de risco, como: histórico de partos prematuros, hipertensão ou diabetes na família, além disso, adolescentes e mulheres acima dos 35 anos também são consideradas mais suscetíveis à partos prematuros.

“Sem o acompanhamento correto, uma simples infecção urinária não tratada pode causar o rompimento da bolsa e fazer com que o bebê nasça antes das 37 semanas e quanto menor a idade gestacional desse bebê, maiores são os riscos, chances de complicações e o tempo de permanência dele na UTI, por isso temos que incentivar a prevenção e o acompanhamento seguro”, finalizou.

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